As embaixadas têm de ser a bandeira económica de Portugal

As embaixadas têm de ser a bandeira económica de Portugal

 

Lusa/AO online   Nacional   14 de Out de 2011, 21:49

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, disse hoje em Marrocos que as embaixadas portuguesas têm de conseguir negócios e que Portugal não pode dar-se ao luxo de ter as redes diplomática, comercial e turística descoordenadas

Portas afirmou, durante um encontro com empresários, sem nunca abordar qualquer pormenor sobre a reestruturação das embaixadas de Portugal, que a diplomacia económica é “determinante” e que as embaixadas devem ter um papel fundamental para aumentar negócios e oportunidades para as empresas.

“Dentro de dias haverá uma definição do quadro geral da diplomacia económica. Este governo assumiu-a como parte determinante da sua ação. Da parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros queria dizer que, para mim, as embaixadas devem estar, todos os dias, cheias de oportunidades para ganhar mercado, para conquistar mercados, para colocar produtos e oferecer negócios. As embaixadas têm de ser a bandeira económica de Portugal”, afirmou Paulo Portas, em Rabat, perante empresários portugueses.

“A cultura da diplomacia económica significa ter obrigações de reportar quantas oportunidades de negócios ajudamos a criar, quantos concursos conseguimos ganhar e isto deve ser feito por todo o pessoal diplomático, por todo o pessoal comercial, por todo o pessoal do turismo de uma forma coordenada e organizada, porque é assim que podemos dar um impulso nas nossas exportações”, referiu Paulo Portas que defendeu a articulação e a organização do trabalho nas embaixadas.

“Portugal não pode dar-se ao luxo de ter uma rede diplomática para um lado, uma rede comercial para o outro e uma rede turística ainda para outro. Temos de aprender a trabalhar em equipa coordenadamente, articuladamente”, referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros, que acrescentou que as representações diplomáticas têm de estar ao serviço das empresas e aproveitar oportunidades de negócio.

“Os diplomatas portugueses, as embaixadas portuguesas, têm de saber fazer economia e fazer economia no terreno é trabalhar com as empresas. São as empresas que fazem o crescimento económico. São as empresas que definem os seus interesses. São as empresas que sabem o que é que lhes convém e o que é que não lhes convém. As embaixadas têm de ajudar, facilitar, pôr em contacto, desbloquear problemas e ultrapassar barreiras”, disse.

Paulo Portas está em Marrocos, a primeira paragem de um périplo no Magreb. Hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros reuniu-se com o rei Muhamed VI, com o primeiro-ministro Abbas el Fassi, com o chefe da diplomacia, Taieb Fassi Fihri, e com empresários portugueses.


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