Saúde pública

Análises mais rigorosas mostram incumprimentos na qualidade da água


 

Lusa / AO online   Nacional   22 de Out de 2007, 19:06

As análises à água para consumo humano em 2006 revelaram um ligeiro aumento de incumprimento dos parâmetros da qualidade, face a 2005, mas a entidade reguladora do sector justifica o agravamento com o maior rigor exigido.
Em 2005 a análise à qualidade da água, medida na torneira dos consumidores, revelou que 97,5 por cento das análises estavam em conformidade com o exigido por lei.

    Este ano, o grau de cumprimento baixou ligeiramente, para 97,2 por cento, mas o IRAR diz que esta descida "não significa que a água tenha piorado de qualidade".

    "O maior rigor que progressivamente tem vindo a ser introduzido na actividade das entidades gestoras e dos próprios laboratórios vem revelando cada vez mais qual a real qualidade da água para consumo humano", lê-se no relatório do IRAR sobre a qualidade da água bebida pelso consumidores no ano passado.

    Apesar de os números revelarem um ligeiro aumento do incumprimento de parâmetros, face a 2005, o IRAR entende que a qualidade da água para consumo humano em portugal "continua a melhorar consistentemente" e que a "grande maioria" da população dispõe de serviços de abastecimento público de água de boa qualidade.

    Tal como em relatórios dos anos anteriores, é no interior, em zonas de abastecimento com menos de cinco mil habitantes, que se concentra a maioria dos incumprimentos.

    Nestas zonas do interior, que representa 92,8 por cento do total dos 4.471 serviços de abastecimento existentes, estão concentradas 80,3 por cento das análises em falta e 84,2 por cento dos incumprimentos dos valores paramétricos, apesar de representarem 41,1 por cento da população servida.

    O relatório de 2005 indicava que naquelas zonas do interior se concentravam 93,1 por cento das análises em falta e 85,6 por cento dos incumprimentos dos valores paramétricos.

    No ano passado, e tal como em 2005, a falta de qualidade da água ficou a dever-se essencialmente ao incumprimento dos valores microbiológicos (por "ausência ou insuficiente" desinfecção da água), de PH, de ferro, de manganês e arsénio (devido essencialmente a causas naturais, como o tipo de solos), e de alumínio por problemas de exploração nas estações de tratamento (ETAR).

    "As entidades gestoras têm vindo a adoptar uma atitude pró-activa de identificação das causas desses problemas e de adopção de medidas para a sua resolução, cujos efeitos começam a ser visíveis", afirma o IRAR, num documento hoje divulgado.

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