Açoriano Oriental
Açores/Eleições
Aliança critica "sistema de mão estendida"

O líder do Aliança/Açores, Paulo Silva, candidato às eleições regionais, criticou este sábado a ação do executivo açoriano socialista no combate à pobreza e à exclusão social, considerando que criou um "sistema de mão estendida".

Aliança critica "sistema de mão estendida"

Autor: AO Online/ Lusa

"Este sistema só motiva que as pessoas sejam mais pobres, mais pobres de espírito e de mão estendida, e é isso que nós não queremos", afirmou Paulo Silva, que é cabeça de lista do Aliança pelo círculo eleitoral da ilha Terceira, em declarações aos jornalistas.

À margem de uma ação de campanha para as eleições regionais do próximo dia 25, na vila de Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, o candidato disse que "há pessoas que merecem" e que "devem receber" o rendimento social de inserção, mas também "há muita gente que já está colada" àquele apoio, porque "vê ali uma forma muito mais tranquila de fazer pouco ou nada e ter um rendimento disponível".

"Quando uma família dita tradicional tem de pagar o seu empréstimo bancário, a escola dos filhos, a alimentação e os médicos, quer dizer, um rol de despesas mensais muito elevadas, muitos que têm o rendimento social de inserção estão colados a este rendimento e isto é que é o grande problema", afirmou Paulo Silva.

Depois, acrescentou, "vêm as autarquias [municípios] que apoiam noutra parte e depois ainda vêm as juntas de freguesia que apoiam noutra parte", nomeadamente no pagamento de rendas de casa ou em despesas na saúde.

"Os açorianos, se quiserem continuar com isto, pois têm o voto certo e garantido na continuidade. Mas, se quiserem podem mudar este estado de coisas, porque não é justo para a maior parte dos açorianos, para a grande maioria dos açorianos que trabalham mês a mês para cobrir as suas despesas e que entregam a sua vida", frisou o candidato.

O Aliança propõe, por isso, mais técnicos e mais assistentes sociais para "fazer a triagem" e "apoiar de facto quem necessita" nos Açores.

"Estão a brincar com coisas muito sérias. Há aqui um desânimo e um desacreditar destas políticas que não fazem sentido, precisamos de emprego estável e de emprego seguro e não é com estas políticas que conseguimos", referiu Paulo Silva, dizendo que os socialistas e o líder do PS/Açores – Vasco Cordeiro, presidente do executivo - "têm apostado muito na pandemia como desculpa de 24 anos de má gestão".

No seu entender, "não é aceitável mais uma maioria absoluta" do PS: "Nós não aceitamos nem queremos mais uma maioria absoluta e esperamos que os açorianos também estejam desse lado. E não estamos disponíveis para negociar com ninguém", vincou.

No total 13 forças políticas candidatam-se aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.



 
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