Advogado de Carlos Silvino espera decisão "justa e equitativa"

Advogado de Carlos Silvino  espera decisão "justa e equitativa"

 

Lusa/AO Online   Nacional   16 de Dez de 2008, 09:14

O defensor do principal arguido do processo Casa Pia afirmou hoje esperar uma decisão “justa e equitativa” para Carlos Silvino, apesar de apontar que “a Justiça em Portugal não existe”.

    À entrada do Tribunal de Monsanto, onde vai fazer hoje as suas alegações finais, José Maria Martins afirmou estar à espera de “justiça como definida [pelo filósofo] Sócrates: fazer bem aos amigos e mal aos inimigos”, destacando que Carlos Silvino “é infelizmente um produto da Casa Pia e da negligência do Estado português”.

    Carlos Silvino, que confessou muitos dos abusos sexuais de menores de que é acusado e incriminou todos os outros arguidos do processo, “assumiu o mal que fez, pediu desculpa, e isso é extraordinariamente relevante do ponto de vista ético”.

    Apesar de argumentar que “a Justiça em Portugal não existe, por isso é que continua a ser um país periférico no contexto das nações”, José Maria Martins afirmou ir “lutar por uma justiça imparcial e isenta, uma decisão justa e equitativa, que é o que o Estado deve dar através deste tribunal”.

    Além de Carlos Silvino, sentam-se no banco dos réus há quatro anos o apresentador de televisão Carlos Cruz, o médico Ferreira Dinis, o ex-provedor-adjunto da casa Pia, Manuel Abrantes, o embaixador Jorge Ritto, o advogado Hugo Marçal e Gertrudes Nunes, dona de uma casa em Elvas onde alegadamente ocorreram abusos sexuais de menores casapianos.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.