"Açores tiveram recuo brutal" no primeiro ano de mandato de Vasco Cordeiro

"Açores tiveram recuo brutal" no primeiro ano de mandato de Vasco Cordeiro

 

Lusa/AO online   Regional   26 de Nov de 2013, 17:13

O PSD acusou o Governo dos Açores de falhar o combate ao desemprego, "o seu principal desígnio", considerando que a região sofreu um "recuo brutal" e vive um "cataclismo" após um ano de mandato do executivo.

"Globalmente, os Açores tiveram um recuo brutal. Basta pensar apenas num domínio: o do emprego", afirmou o deputado António Marinho, na abertura do debate do orçamento regional para 2014.

Já antes desta intervenção, o presidente do PSD/Açores, Duarte Freitas, tinha considerado que a situação de "emergência social" que vivem os Açores se agravou nos últimos meses, enfrentando a região "uma crise avassaladora" e um "cataclismo" inédito na história da autonomia.

"Na verdade, o governo falhou naquele que seria o principal desígnio da sua atuação. Se há um ano herdou um nível de desemprego já perfeitamente assustador, não o conseguiu estancar, como tinha prometido. Com este governo, o problema tornou-se bastante mais trágico", disse António Marinho, referindo os 17,7% de desemprego nos Açores, a segunda maior taxa do país.

Reconhecendo que a austeridade nacional contribuiu para este resultado (e que algumas das medidas adotadas na República poderiam ser "menos penosas"), o deputado do PSD questionou porém "a propaganda" do executivo açoriano que anuncia "medidas atrás de medidas" para compensar as "maldades que consideram vir do Governo da República".

"Sendo assim, por que razão, em relação ao desemprego, são batidos nos Açores máximos atrás de máximos, ao arrepio do que se passa nas outras regiões do país? (...) Então os efeitos da austeridade, compensados pelo Governo Regional, que frequentemente disso faz propaganda, agravam por cá o que melhora por lá? Efetivamente, este Governo Regional fez que fez", concluiu o deputado.

"Da parte do PSD/Açores, o governo não tem tido razões para se queixar. Absteve-se, há meio ano, na votação do Orçamento para 2013. O facto de se viver a maior crise social e económica dos últimos 40 anos assim o impôs. O PSD/Açores não pôde servir para qualquer desculpabilização, nem criou obstáculos", afirmou, dizendo ainda que, por outro lado, o partido tem, neste último ano, dialogado e apresentado contributos.

Se "faltam resultados, como é mais do que notório", a "responsabilidade é exclusiva do Governo Regional", defendeu, dizendo que o executivo socialista dos Açores "tem de concretizar", foi "para isso que os açorianos o escolheram".

António Marinho reiterou que o PSD se vai abster na votação dos documentos orçamentais para 2014 apesar de serem "poucos ambiciosos, por força das circunstâncias".

"São documentos de emergência, para acudir a quem passa por um mau bocado, em vez de arrastarem a economia açoriana para a criação de emprego", afirmou.


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