Açores têm 250 candidaturas a fundos comunitários aprovadas na área do mar

Açores têm 250 candidaturas a fundos comunitários aprovadas na área do mar

 

Lusa/AO online   Regional   4 de Mai de 2018, 17:26

Os Açores são a região do país com mais candidaturas aprovadas a fundos europeus estruturais de investimento na área do mar, no atual quadro comunitário, realçou esta sexta-feira o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes.

"A nossa região, em que o PO AÇORES 2020 é o principal instrumento financiador, regista o maior número de candidaturas aprovadas relacionadas com a temática do Mar a nível nacional, nomeadamente 250 candidaturas", adiantou, acrescentando que este número "representa 37% do número total de operações aprovadas no país".

Gui Menezes falava, na Horta, na sessão de abertura de uma formação sobre o projeto Maritime Alliance for Fostering the European Blue Economy (MATES), intitulado ‘Um oceano de novas oportunidades profissionais para uma economia competitiva para o Mar dos Açores'.

De acordo com o relatório mais recente do Investimento Territorial Integral relativo ao Mar (ITI Mar), que regula a articulação dos fundos europeus estruturais e de investimento com as políticas públicas do Mar para o período 2013-2020, foram investidos nos Açores mais de 77 milhões de euros nas áreas relacionadas com a estratégia do ITI Mar.

O secretário regional do Mar defendeu a necessidade de captação de "mais financiamento" nesta área, mas considerou que "o Mar tem sido um dos principais setores de aplicação de fundos estruturais e de políticas dirigidas na região".

"Os Açores são uma das regiões do país que mais tem investido na área do Mar e que mais projetos, privados e públicos, tem visto serem aprovados", frisou.

Segundo Gui Menezes, o executivo açoriano investiu mais de um milhão de euros em bolsas de doutoramento e pós-doutoramento na área do Mar, entre 2014 e 2020.

A formação iniciada hoje na Horta, organizada pelo Governo Regional dos Açores, através do Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia, que integra o consórcio do MATES, tem como objetivo desenvolver uma proposta de plano estratégico para a formação nas áreas da economia do mar tradicionais e emergentes na região.

Segundo Gui Menezes, pretende-se com a realização deste evento "identificar algumas das necessidades mais prementes no que respeita à capacitação no setor da economia do mar na região" e "ajustar a oferta formativa da futura Escola do Mar dos Açores às necessidades de competências nas atividades tradicionais e emergentes marítimas".

"Para desenvolvermos a ‘economia azul', é preciso visão de futuro, vontade política e financiamento", frisou, acrescentando que a Escola do Mar, que entrará em funcionamento em 2019, terá "valências técnicas e tecnológicas, ajustadas à formação certificada para as profissões marítimas tradicionais e emergentes".

O MATES, primeiro projeto desenvolvido nos Açores ao abrigo do financiamento ERASMUS + K2 da Comissão Europeia no setor marítimo, é composto por 17 entidades de oito países e tem um orçamento global de quatro milhões de euros.



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