Açores com novo programa dedicado à saúde mental que descentraliza cuidados

Açores com novo programa dedicado à saúde mental que descentraliza cuidados

 

Lusa/AO Online   Regional   8 de Abr de 2019, 20:00

O novo programa “Espaço para a Saúde Mental”, apresentado pelo diretor regional da Saúde dos Açores, aposta em ações que vão desde a prevenção à reinserção, descentralizando os cuidados de saúde mental.

“Pretende-se com esta nova metodologia mudar o paradigma e a forma como é encarada a doença mental, descentralizando os cuidados de saúde mental e tornando os serviços mais próximos do utente, do cuidador e da comunidade”, sublinhou o diretor regional da Saúde, Tiago Lopes, que apresentou em Angra do Heroísmo a estratégia definida para a melhoria da saúde mental nos Açores.

De acordo com uma nota enviada às redações pelo executivo açoriano, "a iniciativa propõe a integração da saúde mental nos centros de saúde e hospitais, em linha com o que é preconizado no Plano Regional de Saúde".

“Com esta matriz generalizada a todas as unidades de saúde queremos assegurar o acompanhamento precoce, por via da prevenção, ao longo de todas as etapas do ciclo de vida, desde a gravidez até à terceira idade, garantindo o acesso equitativo de toda a população aos cuidados de saúde mental”, referiu o diretor regional, citado na mesma nota.

A operacionalização desta estratégia passa pela criação de grupos de trabalho nas nove Unidades de Saúde de Ilha para o planeamento, a implementação, a monitorização e a avaliação do projeto.

Na área da prevenção, o programa propõe "a avaliação periódica do estado de saúde mental dos utentes ativos nos cuidados de saúde primários, ações de sensibilização e de formação, dirigidas à população em geral, profissionais, utentes e famílias, e o estímulo à sociedade civil para que proponha projetos promotores da saúde mental e bem-estar".

Segundo o diretor regional da Saúde, será aplicado na região o Plano Nacional de Prevenção do Suicídio, no âmbito dos cuidados de saúde primários.

No plano do tratamento, e segundo o executivo, "esta medida pretende combater o estigma e a discriminação, fazendo com que as famílias e os cuidadores participem no processo de reabilitação e integração dos utentes, permitindo reduzir desta forma o número de casos institucionalizados".

Números avançados pelo Governo dos Açores indicam que estão atualmente nas quatro casas de saúde do arquipélago 609 utentes em regime de internamento, sendo que 20 estão em situação de média duração e cinco em situação de internamento de curta duração.


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