Açores aumentam capacidade de alojamento em Lisboa para doentes deslocados

O Governo dos Açores reforçou a capacidade de alojamento para doentes deslocados em Lisboa, para dar “resposta mais adequada” ao crescente número de utentes da região que se deslocam ao continente para exames, consultas ou tratamentos médicos



Segundo um comunicado do executivo açoriano, a capacidade de alojamento do Serviço de Apoio ao Doente Deslocado (SADD) em Lisboa foi reforçada “através da assinatura de um novo protocolo que integra mais um apartamento T2, com dois quartos, e um apartamento T1 adaptado a utentes com mobilidade reduzida”.

“Este reforço surge para colmatar uma necessidade identificada pela equipa do SADD, liderada por Catarina Silva, permitindo dar uma resposta mais adequada ao crescente número de utentes da Região Autónoma dos Açores que se deslocam ao continente para a realização de exames, consultas ou tratamentos médicos”, justifica a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social.

A secretária regional da tutela, Mónica Seidi, citada na nota, referiu que a medida “reflete a atenção permanente do Governo Regional às dificuldades sentidas pelos utentes quando são obrigados a sair da região para cuidados de saúde”.

“O Governo Regional está atento às dificuldades que os utentes da região enfrentam quando se deslocam ao exterior para a realização de exames ou tratamentos e pretende minimizar estes impactos, garantindo uma resposta próxima, digna e humanista. É isso que o Serviço de Apoio ao Doente Deslocado tem, felizmente, assegurado aos nossos utentes”, disse.

Na nota, o executivo açoriano adianta que em 2025 o SADD deu resposta a 832 utentes, “correspondendo a um total de 1139 processos, uma vez que alguns utentes realizaram mais do que uma deslocação”.

A maioria das deslocações teve como destino o Instituto Português de Oncologia (IPO), o Hospital de Santa Cruz, o Hospital Curry Cabral e o Hospital Dona Estefânia, em Lisboa.

Quanto à origem dos utentes, a fonte adianta que 54% eram provenientes do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada (ilha de São Miguel), 34% do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira e 12% do Hospital da Horta (Faial).

No ano passado, a equipa do SADD realizou um total de 11914 intervenções, que incluíram acompanhamento psicossocial, contactos telefónicos, orientação sobre procedimentos de deslocação, processamento de diárias e prestação de informação sobre direitos e deveres dos utentes. Foram ainda efetuados 3762 diagnósticos sociais e realizadas 6751 diligências.

Para o executivo açoriano, o SADD assume-se como “uma estrutura essencial e de elevada responsabilidade social”.

“Por detrás de cada um destes números estão utentes do Serviço Regional de Saúde e as suas famílias, bem como histórias marcadas pelo apoio, dedicação e humanismo. É nesse compromisso que o Governo Regional dos Açores continua focado, reforçando respostas e garantindo melhores condições a quem mais precisa”, afirmou Mónica Seidi.

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