Açoriano Oriental
Açores admitem plano para fazer face a prejuízos na venda de queijo para os EUA

O secretário regional da Agricultura e Florestas dos Açores, João Ponte, admitiu esta sexta feira a criação de um plano de contingência para anular os eventuais impactos negativos nas cooperativas de lacticínios da venda de queijo para os Estados Unidos.

article.title

Foto: Eduardo Resendes
Autor: AO Online/ Lusa

O titular da pasta da Agricultura, citado em nota de imprensa, declarou que “se se verificar que o agravamento das taxas aduaneiras dos Estados Unidos não for alterado e influenciar as vendas do queijo de São Jorge naquele país, bem como não surgirem medidas de apoio adequadas da União Europeia (UE), o Governo Regional não se demitirá das suas responsabilidades e criará um plano de contingência para anular os eventuais impactos negativos que possam surgir nas cooperativas de lacticínios”.

João Ponte falava aos jornalistas à margem de uma visita à Cooperativa Laticínios do Topo (Finisterra), na ilha de São Jorge, pelos membros do Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

Em outubro do ano passado, a Organização Mundial de Comércio (OMC) autorizou os Estados Unidos a imporem taxas de 7,5 mil milhões de dólares (cerca de sete mil milhões de euros) a produtos europeus, em retaliação pelas ajudas da UE à aviação.

Na lista de países afetados pelas taxas, que inclui Portugal, são visadas várias áreas, como a alimentar, incluindo leite, queijos, iogurtes e manteigas (tal como vários derivados e preparados com estes laticínios), sujeitos a taxas adicionais de 25%.

O governante disse que o Governo dos Açores continua a acreditar que será possível, pela via diplomática, isentar o queijo de São Jorge deste agravamento das taxas aduaneiras, sustentando que “não faz qualquer sentido que o queijo de São Jorge seja envolvido numa luta que nada tem a ver com o setor dos lacticínios”.

O responsável político sublinhou o trabalho de recuperação financeira que o setor cooperativo em São Jorge tem vindo a fazer e a aposta na qualidade do queijo que é produzido, tendo afirmado que “numa ilha onde o queijo é motor da economia, gera emprego, riqueza e é imagem de marca, a recuperação financeira que o setor cooperativo tem vindo a fazer é essencial para assegurar a sustentabilidade da produção de leite em São Jorge”.

Em 27 de janeiro, a ministra da Agricultura disse ter feito "o pleno" da sua "missão diplomática" relativamente às taxas aduaneiras norte-americanas sobre o queijo açoriano, num encontro com o secretário de Estado dos EUA, em Bruxelas.

"Sempre que tive oportunidade, em todos os momentos da minha intervenção na Europa, tive a atenção e cuidado de trazer este assunto para a mesa. Estamos a fazer o pleno da nossa missão diplomática para podermos garantir que esta situação vai ser ultrapassada e vamos conseguir repor uma atividade fundamental para os Açores e a ilha de São Jorge em particular", disse Maria do Céu Albuquerque, após o Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia.



Regional Ver Mais
Cultura & Social Ver Mais
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.