Abstenção dos deputados do PPM no Estatuto "vergonhosa"

Abstenção dos deputados do PPM no Estatuto "vergonhosa"

 

Lusa/AO Online   Regional   23 de Dez de 2008, 10:26

O líder do PPM/Açores e vice-presidente nacional dos monárquicos, Paulo Estevão, considera que a votação dos deputados do seu partido, sexta-feira, na Assembleia da República, sobre o Estatuto dos Açores, foi «um episódio vergonhoso».
 Em declarações à Agência Lusa, Paulo Estêvão acusou Nuno da Câmara Pereira e Miguel Queiroz (deputados do PPM integrados na bancada do PSD) de «quebra de confiança política», ao absterem-se na votação do diploma, depois de se terem comprometido a votar a favor.

    «É uma situação lamentável que eu não perdoo», desabafou o dirigente do Partido Popular Monárquico, que na véspera da votação do Estatuto dos Açores tinha anunciado, em conferência de Imprensa, que os dois deputados do PPM na Assembleia da República votariam a favor do diploma.

    Segundo explicou, a alteração do sentido de voto de Nuno da Câmara Pereira e de Miguel Queiroz, ficou a dever-se a «pressões do PSD», em especial de «Santana Lopes e Paulo Rangel», que pretendiam «evitar a aprovação do Estatuto com uma maioria de dois terços».

    Paulo Estêvão promete agora levar este caso ao Conselho Nacional do PPM, uma vez que a abstenção dos dois deputados não corresponde também ao sentido de voto que foi determinado naquele órgão partidário, na véspera da votação.

    «Isto tem de ter consequências políticas!», garantiu Paulo Estêvão, visivelmente revoltado com a «desobediência» dos deputados do PPM na Assembleia da República em relação a uma decisão do partido e também com a «perda de credibilidade» que essa atitude demonstrou.

    O dirigente regional adiantou que vai propor aos órgãos do partido a «desvinculação» dos deputados do PPM da bancada do PSD e o fim do acordo entre monárquicos e sociais-democratas, por entender que «não garante a independência do partido».

    Entretanto, o líder do PPM/Açores decidiu cancelar as Jornadas Parlamentares marcadas para Janeiro, que iriam juntar os deputados à Assembleia das República e à Assembleia Legislativa dos Açores.

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