AMI

25 anos a socorrer quem precisa em Portugal e no mundo

25 anos a socorrer quem precisa em Portugal e no mundo

 

Lusa/AO Online   Internacional   4 de Dez de 2009, 06:42

Quando nasceu a 05 de Dezembro de 1984, a Assistência Médica Internacional (AMI) visava apenas o apoio médico voluntário. 25 anos depois, assume-se como uma organização de “acção humanitária global”, nas palavras do seu fundador, António Nobre.

A AMI nasceu do sonho do médico Fernando Nobre e assumiu-se como uma organização humanitária inovadora em Portugal. As rotas da AMI têm-se cruzado com países onde há situações de crise, guerra, fome, pobreza e exclusão social.

Já actuou em dezenas de países de todo o mundo, para onde enviou centenas de voluntários e toneladas de ajuda, como medicamentos, equipamento médico, alimentos, roupas e viaturas.

Questionado pela agência Lusa sobre o que mudou em 25 anos na vida desta organização não-governamental sem fins lucrativos, o médico afirmou que “foi passar do projecto inicial da assistência médica internacional para uma visão mais globalizante dos problemas e da sua acção”.

“Embora conservemos o nome Assistência Médica Internacional, a AMI já é uma organização de acção humanitária global”, frisou o cirurgião, que se inspirou na actividade que desenvolvia na organização humanitária francesa “Médecins Sans Frontières” (Médicos Sem Fronteiras) para criar a AMI.

Ao longo destes 25 anos, participou como cirurgião em mais de 200 missões de estudo, coordenação e assistência médica humanitária em mais de 70 países de todos os continentes.

Actualmente, a AMI tem projectos em cerca de 43 países, distribuídos pela África, Ásia, antiga União Soviética e América Latina.

Mas a AMI não esquece a realidade portuguesa e para lutar contra a pobreza criou os centros Porta Amiga, que distribuem alimentos, medicamentos e vestuário, além de prestarem apoio escolar, jurídico, social e psicológico.

“Estamos conscientes de que estamos a atravessar um período difícil. A AMI já tem 12 equipamentos sociais e está a construir mais dois que serão abertos em 2010”, avançou Fernando Nobre à Lusa.

A vertente ambiental também assume um papel importante na organização, com vários projectos para proteger o planeta e a humanidade, salientou o cirurgião, 58 anos.

A ideia de fundar a AMI surgiu em 1983 quando o médico estava no Chade numa missão dos Médicos Sem Fronteiras. A RTP fez uma reportagem sobre este trabalho e o então ministro da Saúde Maldonado Gonelha considerou que um projecto semelhante poderia ser uma possibilidade de ajuda e cooperação aos países de língua portuguesa.

Mas hoje a AMI está longe de limitar as suas preocupações ao espaço de língua portuguesa.

Fiel ao espírito de querer perpetuar a presença humanitária de Portugal no mundo, a AMI internacionalizou-se em 1986, ano em que foram realizadas três missões exploratórias. A primeira missão foi na Guiné-Bissau, com os custos a serem assegurados por Fernando Nobre e a irmã.

Na iminência da guerra do Golfo, realizou a sua primeira missão de guerra em Setembro de 1990, prestando apoio aos refugiados, e em Outubro de 1993 prestou ajuda humanitária ao Benin, um dos países menos desenvolvidos do mundo e nunca mais parou.

Todo este trabalho não seria possível sem os voluntários: “Em termos de missões internacionais já ultrapassaram largamente as seis centenas. Em termos nacionais, são várias centenas que actuam diariamente nos núcleos da AMI espalhados pelo país”, salientou Fernando Nobre, que aos 32 anos trocou a carreira de professor numa universidade europeia para socorrer quem precisa.


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