Vítor Gaspar diz-se alvo de linguagem insultuosa por aproximarem-no do salazarismo

Vítor Gaspar diz-se alvo de linguagem insultuosa por aproximarem-no do salazarismo

 

Lusa/AO online   Economia   30 de Out de 2012, 17:02

O ministro de Estado e das Finanças considerou esta terça-feira "insultuosas" afirmações dos deputados João Galamba (PS) e Honório Novo (PCP) que o aproximaram ou da linguagem ou das teses ideológicas do regime do Estado Novo.

Vítor Gaspar falava em plenário, na Assembleia da República, no debate na generalidade do debate da proposta de Orçamento do Estado para 2013.

Numa intervenção anterior, João Galamba tinha acusado Vítor Gaspar de ter uma linguagem salazarenta e, pouco depois, Honório Novo repudiou a ideia de Vítor Gaspar de falar em transição democrática em Portugal, situando-a em 1976.

"A sua intervenção foi um manifesto contra a Constituição e contra o 25 de Abril, um manifesto que chega a ter o descaramento de falar em transição de democrática em 1976. Se o senhor ministro se aproximava das teorias económicas anteriores ao 25 de Abril, agora também se aproxima em termos de discurso", comentou Honório Novo.

O ministro de Estado e das Finanças afirmou-se então "chocado com a linguagem utilizada por João Galamba", dizendo depois que a de Honório Novo lhe pareceu enquadrar-se na mesma categoria.

Dirigindo-se ao jovem deputado socialista disse: "A minha geração conheceu, ao contrário da de João Galamba, o regime de Salazar".

"Para a minha geração, a transição para a democracia foi uma das transições mais marcadas da minha vida como cidadão. Desvalorizar essa transição parece-me totalmente inaceitável e a utilização da expressão 'salazarento' parece-me insultuosa", reagiu.

Já em relação ao deputado do PCP, o ministro de Estado e das Finanças explicou a sua ideia de caracterizar 1976 como o ano da transição democrática, alegando que foi nesse ano que se procedeu à aprovação da Constituição da República "com o voto favorável do PCP, PSD e PS, que efetivamente marca o começo do regime democrático".

"No período anterior a esta data, Portugal sofreu um período de indefinição e de tentação totalitária, que foi rejeitado pelo povo português", declarou, recebendo palmas das bancadas do PSD e do CDS.



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