Vêm aí os novos Magalhães


 

Lusa/AO On Line   Nacional   12 de Mar de 2010, 05:38

 As empresas Acer e a JP Sá Couto concorreram para o fornecimento de 250 mil novos computadores portáteis do programa e.escolinha, cujo prazo para a entrega de propostas termina hoje, tendo a HP e a Toshiba desistido de concorrer.

Fonte oficial da Acer disse à agência Lusa que a empresa já apresentou proposta, à semelhança do que fez a portuguesa JP Sá Couto, que forneceu os 400 mil portáteis Magalhães da primeira fase do programa e.escolinha.

"A JP Sá Couto concorreu" e "elaborou uma proposta dentro do preço do concurso e com soluções técnicas adequadas a este", disse esta semana à Lusa fonte oficial da empresa de Matosinhos.

Já as empresas HP e Toshiba optaram por não se apresentar a concurso.

A HP desistiu de concorrer ao concurso por razões de "viabilidade financeira", disse à Lusa o responsável comercial da área de computação pessoal da empresa, Manuel Correia.

"Chegámos a ter a proposta praticamente pronta, mas por razões financeiras não avançámos. Não conseguimos ver viabilidade financeira para avançar", afirmou Manuel Correia.

"O caderno de encargos define um preço de 50 milhões de euros para 250 mil unidades - o que dá um custo de 200 euros por unidade -, o que é muito apertado para tudo o que é pedido. Requeria investimento da nossa parte e o volume de investimento era demasiado alto para o retorno que poderíamos vir a ter, portanto, decidimos não avançar", acrescentou o responsável da HP.

No caso da Toshiba, que inicialmente tinha demonstrado interesse no concurso do e.escolinha, a empresa chegou à conclusão que o "valor por equipamento fixado pelo concurso veio a revelar-se insuficiente para suportar a aquisição, a instalação e manutenção dos equipamentos fornecidos durante o seu ciclo de vida útil", explicou à Lusa o diretor geral da empresa, João Amaral.

Lançado no início de janeiro, este concurso prevê a fornecimento e garantia técnica, por três anos, de 250 mil computadores portáteis para os alunos do 1.º ciclo do ensino básico, num investimento de 50 milhões de euros por parte do Governo, 45 milhões dos quais financiados pelo Orçamento do Estado.

Recorde-se que a primeira fase do concurso do programa e.escolinha gerou polémica depois de o fabrico dos computadores Magalhães ter sido atribuído sem concurso público à JP Sá Couto.

Na sequência desta polémica, a Fundação para as Comunicações Móveis, que gere o programa e.escolinha, está a ser alvo de uma comissão eventual de inquérito parlamentar, que tem como objetivo saber em que moldes foi adjudicado o fornecimento dos computadores Magalhães à JP Sá Couto.


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