Vasco Cordeiro pede "serenidade"

Vasco Cordeiro pede "serenidade"

 

Lusa/AO online   Regional   11 de Out de 2012, 14:44

O candidato socialista à presidência do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, apelou esta quinta-feira à "serenidade", defendendo a necessidade de se aguardar pelos resultados eleitorais antes de se poder falar em eventuais coligações ou acordos de governo.

“Temos que ter a serenidade de aguardar pelo julgamento dos açorianos, é assim o funcionamento da democracia. Os açorianos vão dizer quem querem que dirija a região nos próximos quatro anos e de que forma o fará”, afirmou Vasco Cordeiro, em declarações aos jornalistas durante uma visita à Feira de Gado de Santana, na Ribeira Grande.

O candidato socialista, que nunca falou em maioria absoluta, insistiu que, “na atual conjuntura, é importante ter um governo com maioria estável e segura que lhe permita concentrar-se nos desafios que os Açores têm pela frente”.

“O que peço é uma maioria estável. É uma questão de significar de forma mais patente o que está em causa e salientar a grande diferença entre um governo de coligação no continente, que além da crise que nos afeta a todos ainda tem que lidar com a crise dentro do governo, e um governo como o dos Açores, com maioria estável e segura, que permite estar concentrado em ajudar as famílias e as empresas a ultrapassar este momento difícil”, frisou.

Nesta visita à Feira de Santana, uma passagem obrigatória em qualquer campanha eleitoral em S. Miguel, Vasco Cordeiro acabou por se cruzar com a sua adversária social-democrata, Berta Cabral, cumprimentando-se com um beijo e uma breve troca de palavras.

“É um cumprimento natural, não percebo tanta agitação em volta de algo que é natural”, salientou o candidato socialista, revelando que tem “boas relações, cordatas do ponto de vista pessoal,” com a candidata social-democrata.

Numa feira dedicada à agricultura, Vasco Cordeiro destacou a importância que este setor tem para a economia regional, mas também o “potencial que ainda encerra para a criação de riqueza e de emprego”.

“O principal desafio com que os Açores se defrontam é o da criação de emprego e a agricultura pode dar um importante contributo”, frisou, apontando a diversificação da atividade agrícola, a aposta nos laticínios e a criação de novas áreas de atividade neste setor.

“Este é um setor com um potencial muito grande para ajudar a região a progredir e a desenvolver-se”, afirmou, recordando que as suas raízes familiares na agricultura lhe permitem tem um melhor conhecimento das dificuldades.

“O meu pai foi lavrador, o meu irmão é lavrador, este é um setor que me diz muito e do qual conheço de forma mais direta os desafios com que se confronta”, afirmou Vasco Cordeiro, salientando a “honra e o orgulho” que tem nas suas raízes familiares.


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