Vasco Cordeiro não está "acantonado" numa única solução para a RTP/Açores

Vasco Cordeiro não está "acantonado" numa única solução para a RTP/Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   17 de Jul de 2013, 06:33

O presidente do Governo açoriano afirmou hoje não estar "acantonado numa única solução" para a RTP/Açores, matéria que vai abordar na quarta-feira com o ministro da tutela, Poiares Maduro, e para a qual pede uma resolução rápida.

“Apresentámos uma solução para a RTP e RDP Açores, mas estamos naturalmente disponíveis para também avaliar e analisar outras perspetivas”, afirmou Vasco Cordeiro, à margem de uma audiência de cumprimentos concedida ao secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, em Ponta Delgada.

Vasco Cordeiro considera ser “urgente” proceder a uma “clarificação” sobre o futuro da RTP/Açores e dos “passos a seguir” pelo Governo da República.

“Vamos apresentar ao senhor ministro a nossa perspetiva, a nossa visão da forma com o este assunto pode e deve ser resolvido e que, no fundo, é uma perspetiva pública que foi no passado recente apresentada aos açorianos”, declarou.

O presidente do Governo dos Açores insiste que o dossiê RTP/Açores tem de ter uma “solução rápida”, uma “perspetiva de futuro” que deve ser “clara” e “têm que ser definidos os caminhos” para a sua resolução.

Para Vasco Cordeiro é “importante salvaguardar” em todo este processo, pela “importância” da RTP/Açores como “fator de identidade e coesão regional”, a “existência”, o “papel” e as “condições” de um “funcionamento eficaz” da televisão pública dos Açores.

Vasco Cordeiro vai também abordar com o ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional, no encontro de quarta-feira, em Lisboa, o novo quadro comunitário de apoio para 2014-2020 e quer salvaguardar, no âmbito das negociações com o Governo da República, que os Açores não são apenas “bons executores de fundos comunitários, como garantem uma “boa aplicação” dos mesmos.

“Essa é uma posição dos Açores que terá de ter um reconhecimento. Esse objetivo é uma das formas que nós temos para trabalhar com o Governo da República”, sublinha o presidente do Governo dos Açores.

Vasco Cordeiro destaca que existem “vários argumentos” que colocam os Açores numa “posição interessante” para “comprovar” a utilização que tem sido feita dos fundos comunitários.

O presidente do Governo Regional, na sequência da visita ao arquipélago do secretário de Estado Nuno Viera e Brito, destacou que na perspetiva da exportação dos produtos regionais para a China, os Açores “têm de apresentar” a qualidade e a segurança que são “características” do setor dos laticínios nas ilhas.

“Temos seguramente quem esteja disponível para pagar por essa segurança e qualidade. É neste encontro de vontades que se constrói um bom negócio, seja ele à distância de mil, dois mil, três mil, quatro mil ou cinco quilómetros, ou mais”, disse.

O secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar reiterou o papel que os laticínios dos Açores podem ter no mercado chinês, constituído por 1,3 biliões de pessoas.

Nuno Vieira e Brito sublinha que uma empresa de laticínios nos Açores que integrou numa missão empresarial que chefiou a Xangai e Pequim, há cerca de 15 dias, cosiderou que os contactos mantidos são já “muito interessantes” e que irão permitir “em breve” o processo de exportação para a China.

O secretário de Estado revelou, por outro lado, que os governos da República e dos Açores estão a trabalhar em formas de “minimizar” os custos dos transportes com estes produtos.

 


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