Instituto de Segurança Social dos Açores fecha ano com 24,9 ME de prejuízo

Resultado líquido agravou-se em 1,6 milhões de euros (ME) face a 2024, segundo relatório de gestão consultado pelo Açoriano Oriental. Aumento dos rendimentos foi menor que crescimento das transferências e subsídios



O Instituto de Segurança Social dos Açores (ISSA) fechou o ano passado com um prejuízo de 24,9 milhões de euros, mais 1,6 milhões de euros do que em 2024. Os dados constam do relatório de gestão, consultado pelo Açoriano Oriental.

Segundo o documento, os rendimentos do ISSA registaram um aumento assinalável de 23% face a 2024, passando de 586,8 milhões de euros para 722,4 milhões de euros, uma diferença positiva de 135,5 milhões de euros.

“As contribuições representam 77% dos rendimentos obtidos, em 2025, tendo-se verificado um aumento de 10%, face a 2024. As contribuições, no âmbito da entidade empregadora, representam 64% dos rendimentos de contribuições e taxas, seguindo-se as quotizações, com 31%, e as contribuições dos trabalhadores independentes, com uma representação de 3%”, lê-se no relatório.

A outra “fatia” substancial dos rendimentos, cerca de 22%, provêm da correção efetuada em dezembro, relativa a regularizações a contribuições declaradas, conforme justificado no ponto 29 do Anexo às Demonstrações Financeiras. Foram 159,3 milhões de euros, mais 84 milhões de euros face a 2024. No entanto, nos gastos, o aumento foi semelhante (22%), passando de 610,1 milhões de euros em 2024 para 747,3 milhões de euros (mais 137,1 milhões de euros).

Mais de metade dos gastos (52%) diz respeito às Transferências e subsídios concedidos, um valor que foi de 389,1 milhões de euros o ano passado, mais 50,6 milhões de euros face ao período homólogo (15%). Destes, 65% referem-se a transferência de excedentes do IGFSS e 30% aos acordos de cooperação, transferências e subsídios atribuídos às IPSS. 

As prestações sociais representam 19% dos gastos totais, cifrando-se nos 198,5 milhões de euros, um aumento de 10,5 milhões de euros. As prestações mais significativas foram os subsídios de doença (19%), de abono de família (14%), prestação social para a inclusão (12%) e de desemprego (11%).

Ainda assim, o maior aumento, quer absoluto, quer percentual, foi na rubrica Outros Gastos, que passou de 60,7 milhões de euros para 138,6 milhões de euros, mais do dobro.
Já os gastos com pessoal significam apenas 3% do total, ou seja 18,6 milhões de euros, mais 663 mil euros face a 2024.

Segundo o documento, o ISSA sofreu um ligeiro decréscimo (-3%) nos seus ativos, que se fixaram no ano passado em 751,5 milhões de euros.

A maior fatia (541 milhões de euros), diz respeito à dívida contributiva acumulada, que ainda assim reduziu face a 2024 (menos 13 milhões de euros), sendo que a maior quebra foi na rubrica Caixas e Depósitos, que foi de 128,8 milhões de euros em 2025, uma redução de 20%(menos 32,3 milhões de euros), e que diz respeito ao aumento das transferências para o Instituto de Gestão Financeira.

“O Património Líquido, quando comparado com 2024, apresenta um decréscimo no montante de 26,4 milhões de euros, considerando a variação do Resultado Líquido do Exercício”, que se cifrou nos 24,9 milhões de euros negativos, quando em 2024 foi de 23,2 milhões de euros negativos.

O relatório assinala, ainda, o esforço pela modernização do ISSA, através do programa “Primeiro Pessoas”, que promoveu a criação de um portal unificado para facilitar o acesso e melhorar a experiência dos utilizadores, “introduzindo novos serviços digitais, incluindo declarações online, novos meios de pagamento como IBAN virtual, MB Way e app da Segurança Social e biometria para prova de vida e processos do NISS”.  

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