O Operário vai ser dirigido, nos próximos seis meses, por uma comissão de gestão, segundo foi decidido em Assembleia Geral (AG), na sede do clube, na cidade da Lagoa.
Após não terem sido apresentadas listas de candidatos às eleições aos órgãos sociais do clube, coube ao presidente da Mesa da AG, Fernando Jorge Moniz, designar uma comissão de gestão (cinco elementos) e de fiscalização (três) para ficar à frente do clube até ao próximo ato eleitoral, agendado para daqui a seis meses.
Os dois grupos foram aprovados por unanimidade pelos sócios (cerca de duas dezenas) presentes na AG realizada na passada terça-feira.
Gilberto Branquinho, que presidiu o clube durante 19 anos (entre 2000 e 2019), foi o primeiro sócio a intervir na ocasião e a dar a cara por um “grupo de pessoas” que juntou-se para não deixar o clube cair num “vazio”.
“A nossa grande preocupação é não deixar o clube cair num vazio, é deixar o clube escrever a sua história. Pode ser uma história diferente, nós sabemos, isso acontece com muitos clubes, mas não deixa de ser importante ter aparecido essas pessoas”, explicou o antigo presidente dos “fabris” em declarações ao Açoriano Oriental, após a AG.
Gilberto Branquinho, Manuel António Martins (ex-presidente do clube nos anos de 1999 e 2000), Ricardo Botelho, João Pinto, Paulo Eduíno, Rúben Almeida, Pedro Guilherme Oliveira e Dinarte Benevides são os sócios que vão integrar as comissões de gestão e fiscalização. Estes associados reúnem esta quinta-feira para decidir os próximos passos.
Numa altura em que não pode prometer “competitividade” imediata, garantindo que, se necessário, o clube “começa quase do zero”, Branquinho referiu que a prioridade estará na formação.
“Neste momento, o elemento valioso é a formação. Para isso têm que se criar condições que, infelizmente, já não temos há muito tempo. Vamos canalizar as energias e sinergias, também financeiras, se as houver, para a formação. Ter formadores competentes e granjear jovens da Lagoa para competir no Operário, como sempre tivemos”, garantiu.
Ainda assim, o ex-líder dos “fabris” não escondeu a preocupação com as questões financeiras do clube, que poderão condicionar tanto a atuação da comissão de gestão nos próximos seis meses, como o futuro dos vários escalões de futebol.
“O que vamos fazer, obviamente, vai depender de muita base analítica e vamos decidir o que é que é melhor para o clube no momento atual e nas condições que existem. Vamos ter que ver se há condições para abrir os seniores, se há condições para abrir os juniores, os juvenis, os iniciados e por aí fora”, concluiu.
Segundo os estatutos do Clube Operário Desportivo, o
relatório e contas do último exercício, sob a presidência de Paulo
Juromito, será apresentado no próximo dia 30 de junho, em nova AG a ser
marcada para o efeito.
