Os dados constam do relatório de agosto da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) sobre a monitorização da despesa com medicamentos nos hospitais e centros de saúde que aponta para um aumento homólogo de 4,8%.
Entre janeiro e agosto, os hospitais foram responsáveis por 97% do total da despesa com medicamentos (mais de 1.771 milhões de euros), enquanto os restantes 3% ficaram a cargo dos cuidados de saúde primários (mais de 57,3 milhões de euros).
Apesar deste aumento de 4,8%, o relatório do Infarmed aponta para uma desaceleração no crescimento da despesa nos primeiros oito meses do ano, tendo em conta que a variação homóloga registada no período de janeiro a agosto de 2025 tinha sido de 14,1%.
De acordo com o relatório, a oncologia é a área terapêutica com maior peso na despesa com medicamentos, com um total de 650,4 milhões de euros, um peso de 35,6% no total da despesa com fármacos nos hospitais.
A seguir à oncologia surge a área terapêutica do VIH, com uma despesa total de 172,8 milhões de euros e um peso total de 9,5% da despesa com medicamentos.
Quanto à despesa por ULS, a de Santa Maria surge destacada, com um gasto em medicamentos que ultrapassou os 213 milhões, seguindo-se a de Coimbra (166,7 milhões) e a de São José (160,2 milhões).
O Infarmed salientou que os valores apresentados no relatório não refletem a totalidade das contribuições resultantes da implementação do acordo entre o Governo e a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e dos contratos de financiamento.
Na prática, ao valor total dos gastos do serviço público com medicamentos serão deduzidas as contribuições e devoluções ao SNS por parte da indústria farmacêutica.
No Orçamento do Estado de 2026, o Governo previa poupar mais de 200 milhões de euros com medicamentos e material de consumo clínico no SNS.
Em 2025, o SNS gastou 1.893,8 milhões de euros em comparticipações de medicamentos (ambulatório) e 2.523,2 milhões nos hospitais e centros de saúde.
Este ano, até agosto, a despesa foi de 1.338,5 milhões de euros em comparticipação de medicamentos (ambulatório) e 1.828,4 milhões nos hospitais e centros de saúde.
