Greve de três dias nas IPSS e Misericórdias

As IPSS e as Misericórdias dos Açores enfrentam, a partir desta segunda-feira, três dias consecutivos de greve, convocados por dois sindicatos



A primeira paralisação, convocada pelo SITACEHTT/Açores, realiza-se esta segunda-feira. Segue-se a greve do SINTAP, marcada para amanhã e quarta-feira. 

No total, as paralisações podem abranger cerca de sete mil trabalhadores de mais de 230 instituições do arquipélago, de acordo com a Antena 1 Açores.

O SINTAP reuniu-se com a União Regional das Misericórdias dos Açores e com a União Regional das IPSS dos Açores, mas as partes não chegaram a entendimento. “Não há dúvida nenhuma. O SINTAP tem o pré-aviso e é para se manter”, garantiu Orlando Esteves, dirigente sindical, à Antena 1 Açores. Segundo o sindicalista, os trabalhadores “estão fartos de trabalhar tanto e de não ser reconhecidos por ninguém”.

Em causa está a diferença entre as propostas. O sindicato reivindica um aumento de 52,5 euros sobre a tabela salarial de 2025, aplicado a todos os níveis. As entidades patronais propõem 35 euros, mas apenas para os oito primeiros níveis da tabela. “Grande parte da tabela salarial já não ia receber aumentos”, sublinhou.

O SITACEHTT/Açores não esteve presente nas reuniões com as uniões e recusa desconvocar a greve, que considera uma questão de respeito pelos trabalhadores.

“Foram os trabalhadores que solicitaram esta greve. Desmarcá-la seria não respeitar a sua vontade”, afirmou o dirigente Vítor Silva. O sindicalista defende que negociar depois de uma greve com forte adesão dará mais força aos trabalhadores. Para ele, isso é preferível a sentar-se à mesa “em que parece que somos todos muito bons amigos”.

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