Ucrânia: Zelensky diz que ataque de drones a Moscovo foi "totalmente justificado"

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o ataque maciço com mais de 80 drones lançado contra Moscovo e cidades vizinhas foi "completamente justificado" e "uma forma de dizer" ao governo russo "para acabar com esta guerra".



Segundo as autoridades locais russas, pelo menos quatro pessoas morreram, incluindo três perto de Moscovo, num dos maiores ataques noturnos ucranianos contra a Rússia desde o início da guerra, a 24 de fevereiro de 2022.

Outras 17 pessoas ficaram feridas, 12 delas num ataque com um drone em Moscovo que atingiu uma refinaria pertencente à Gazprom Neft, um dos principais fornecedores de combustível para a área metropolitana de Moscovo. Segundo o presidente da câmara, Sergei Sobyanin, a “tecnologia” da refinaria não foi danificada.

"As nossas respostas à guerra prolongada da Rússia e aos seus ataques às nossas cidades e comunidades são completamente justificadas", declarou Zelensky numa mensagem publicada nas redes sociais.

O Presidente da Ucrânia referiu-se aos seus drones como "sanções de longo alcance", num ataque com o qual estão “a dizer claramente aos russos que o seu Estado deve acabar com a guerra".

"Agradeço ao Serviço de Segurança da Ucrânia e a todas as Forças de Defesa da Ucrânia pela sua precisão. A distância da fronteira estatal ucraniana ultrapassa os 500 quilómetros. A concentração de defesas aéreas russas na região de Moscovo é a mais elevada. Mas estamos a ultrapassar isso", concluiu.

De acordo com a agência estatal Tass, com base em dados fornecidos por Sergei Sobyanin, as defesas russas abateram 81 drones que se dirigiam para Moscovo durante a noite.

O maior aeroporto da Rússia — o Sheremetyevo, em Moscovo — informou que destroços dos drones caíram nas suas instalações, mas sem causar danos.

Ainda assim, mais de meia centena voos foram desviados hoje para aeroportos alternativos devido à interrupção temporária das operações nos principais terminais do aeroporto de Moscovo.

No seu canal de Telegram, o Ministério dos Transportes russo indicou que, “durante a noite passada e esta manhã, 51 aeronaves foram desviadas para aeroportos alternativos devido a restrições temporárias no espaço aéreo".

Segundo salientou, "as restrições são necessárias para garantir a segurança dos voos”, o que é “uma prioridade".

O Ministério dos Transportes referiu ainda que "32 voos sofreram atrasos de mais de duas horas nos aeroportos de Moscovo”, tendo sido “mobilizadas equipas adicionais para auxiliar os passageiros”.

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