Ucrânia: Zelensky decreta criação de força militar de reação rápida

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, assinou um decreto que viabiliza a criação de uma força militar de reação rápida, visando dotar o exército de uma formação moderna de tropas de assalto.



"Assinei um decreto para a criação de Forças Conjuntas de Reação Rápida. Elas tornar-se-ão um novo componente das Forças Armadas da Ucrânia", anunciou o chefe de Estado na rede social Telegram.

Zelensky adiantou que o brigadeiro-general Dmytro Voloshyn foi o militar escolhido para liderar o desenvolvimento dessa nova formação militar, que se vai articular com a dimensão tecnológica para garantir uma resposta rápida na linha da frente da guerra com a Federação Russa.

“Essa força vai combinar as capacidades de combate das tropas de assalto com sistemas não tripulados, a artilharia e outros elementos para garantir a resposta mais rápida possível na linha de frente. Trata-se de uma formação moderna de assalto”, acrescentou o Presidente ucraniano.

Zelensky informou ainda ter assinado outro decreto, a estabelecer um “comando especial” para operações de longo alcance no seio das Forças Armadas ucranianas.

Este comando, adiantou, “deverá concentrar 100% dos recursos disponíveis na redução significativa do potencial bélico da Rússia”.

O chefe de Estado prometeu que o comandante desse grupo será alguém com “vasta experiência”, sem citar nomes.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente. 

A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014. 

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).

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