Cerca de 350 agricultores receberam o Prémio de Produtor Excelente

Cerca de 350 produtores receberam ontem o Prémio Produtor Excelente 2025, atribuído pela Associação de Jovens Agricultores Micaelenses. A cerimónia celebrou a 20.ª edição deste galardão e ainda 40 anos de atividade da associação.



Cerca de 350 produtores receberam ontem o Prémio Produtor Excelente 2025, numa cerimónia promovida pela Associação de Jovens Agricultores Micaelenses (AJAM). A ocasião assinalou a 20.ª edição deste galardão e os 40 anos de atividade da associação.

O prémio distingue os produtores que tiveram os melhores resultados na qualidade do leite, em que os níveis de gordura e proteína são avaliados. O número de agricultores distinguidos é semelhante ao do ano anterior, diz Heitor Rodrigues, presidente da direção da AJAM.

Além da entrega dos prémios, a cerimónia celebrou ainda os 40 anos de trabalho da AJAM. Nesse sentido, alguns dos antigos dirigentes foram convidados a falar e a recordar a história da associação, os desafios e o trabalho feito no que diz respeito à defesa dos agricultores micaelenses ao longo destes anos.

Na abertura, Heitor Rodrigues sublinhou que a cerimónia é “uma forma de homenagear os agricultores”, além de celebrar “celebrar quatro décadas de trabalho da AJAM”. E agradeceu a todos os que contribuíram para o crescimento da associação ao longo destes anos.

Jorge Rita, presidente da Federação Agrícola dos Açores, esteve presente no evento e falou das dificuldades que continuam a prejudicar o setor: o aumento dos custos de produção, a falta de mão de obra e a necessidade de criar melhores condições para atrair jovens agricultores.

Defendeu que os apoios financeiros, por si só, não chegam, e que é importante dar “segurança, confiança e estabilidade”, sublinhou. Além disso, alertou ainda que a carga fiscal deve ser reduzida sobre os agricultores.

Jorge Rita reforçou ainda que a agricultura é essencial para o desenvolvimento da Região e defendeu que “não há futuro nos Açores sem agricultura, não há futuro nos Açores sem jovens agricultores”, e apelou à criação de melhores condições para tornar a atividade mais atrativa para os jovens e para combater a falta de mão de obra no setor.

O presidente da Federação Agrícola dos Açores mencionou ainda que a agricultura tem impacto no turismo: “Quando falamos de turismo, tem de se falar obrigatoriamente da agricultura, porque os jardineiros dessa magnífica paisagem que nós temos são os agricultores”. Acrescentou que “quem potencia os outros setores da atividade económica, como é o caso do turismo, são os agricultores”.

Jorge Rita falou também da questão dos apoios ao setor e recordou a discriminação de que os agricultores foram alvo por parte da República. Mas sublinhou que a situação foi reconhecida e que o setor agora aguarda o pagamento das verbas em falta.

“O dinheiro é dos agricultores açorianos, não é do Governo Regional, é dos agricultores açorianos”, defendeu.

Já Pedro Nascimento Cabral, presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, destacou o investimento que o município tem feito no setor agrícola, como o reforço do abastecimento de água e a criação de postos de atendimento nas cooperativas agrícolas, o que aproxima os serviços municipais dos produtores.

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