Irão: Presidente dos EUA ameça com novos ataques

O Presidente dos EUA ameaçou o Irão de novos ataques, depois dos apelos feitos no funeral do ‘ayatollah’ Ali Khamenei à morte de Donald Trump e a novas ações contra os seus aliados.



“Mil mísseis estão prontos a disparar e apontados para a República Islâmica do Irão, com mais milhares a seguir-se imediatamente, caso o Governo iraniano concretize a sua ameaça”, escreveu Trump na sua página da rede Truth Social.

Donald Trump fez estas declarações depois de altos responsáveis norte-americanos terem exigido que o Irão emitisse uma declaração pública afirmando que o Estreito de Ormuz está aberto e que os navios que atravessarem este corredor vital não serão mais atacados.

Contudo, até ao momento, Teerão insiste que a rota permaneça sob o seu controlo e que lhe seja permitido cobrar taxas aos navios que por ela passam, contrariando décadas de precedentes que consideram o estreito uma via navegável internacional.

Houve vários dias de ataques aéreos dos EUA contra o Irão, bem como ataques de retaliação iranianos contra países vizinhos e a três navios no estreito no início desta semana.

Na sua mensagem, o Presidente dos EUA afirmou que o seu aviso foi uma resposta às ameaças de o assassinar.

Durante o funeral de Khamenei, os participantes exibiram repetidamente cartazes ou faixas a apelar à sua morte e do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.

Os primeiros momentos da guerra com o Irão, em 28 de fevereiro, foram marcados por um ataque aéreo que matou Khamenei, de 86 anos, mas o Irão só enterrou o seu líder esta semana, após uma cerimónia fúnebre que durou vários dias e durante a qual o seu corpo foi levado para cidades, tanto no Irão como no Iraque.

Na sua mensagem, Trump acrescentou que as forças armadas dos EUA iriam “dizimar e destruir completamente todas as regiões do Irão — Louvado seja Alá!”

Repetidamente durante a guerra e o seu frágil cessar-fogo, Trump invocou o nome de Deus em árabe, além de ter ameaçado destruir a própria civilização do Irão.

O Conselho de Relações Americano-Islâmicas, um grupo de defesa de âmbito nacional, já criticou no passado a “zombaria delirante de Trump em relação ao Islão”.

Autoridades norte-americanas, sob anonimato, afirmaram que o reinício dos ataques esta semana ocorreu depois de ações de uma fação rebelde de linha dura iraniana para tentar sabotar o cessar-fogo entre Teerão e Washington.

No entanto, o Irão tem insistido que a sua teocracia está unida após a guerra, sob a liderança do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei.

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