Tufão terá feito mais de 10 mil mortos e 660 mil desalojados

Tufão terá feito mais de 10 mil mortos e 660 mil desalojados

 

Lusa/AO online   Internacional   11 de Nov de 2013, 17:03

A ONU estimou esta segunda-feira que mais de 10 mil pessoas terão morrido nas Filipinas na sequência da passagem do violento tufão Haiyan, advertindo que o mundo deve "esperar pelo pior" em relação ao número final de vítimas.

John Ging, diretor de operações do gabinete de coordenação dos assuntos humanitários da ONU, precisou ainda que 660 mil pessoas foram obrigadas a sair das respetivas casas por causa das violentas condições meteorológicas.

O responsável indicou que a ONU vai lançar um apelo para angariar uma ajuda internacional significativa para as vítimas.

O tufão "Haiyan" devastou a zona central do arquipélago das Filipinas na sexta-feira, com ventos de mais de 250 quilómetros por hora e ondas de mais de cinco metros de altura.

Cerca de 4,5 milhões de pessoas terão sido afetadas na zona central das Filipinas, de acordo com os responsáveis governamentais.

O tufão dirigiu-se depois para o Vietname, embora com menos força, onde terá causado pelo menos cinco mortos. Na ilha de Taiwan registaram-se oito mortes causadas pelo “Haiyan”, que entrou esta segunda-feira na China.

Uma nova tempestade tropical deverá atingir as Filipinas no final desta semana.

Vários governos e agências internacionais de ajuda já prometeram enviar auxílio, especialmente em termos de transporte aéreo e equipamento, como foi o caso dos Estados Unidos e da Austrália.

O Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono) enviou cerca de 90 ‘marines’ (fuzileiros) e elementos da Marinha, que estavam destacados no Japão, bem como dois aviões de transporte C-130 Hercules.

A ajuda norte-americana inclui ainda equipamentos de comunicação e de logística para apoiar as forças armadas filipinas nas operações de resgate.

Hoje, os fuzileiros norte-americanos anunciaram que vão enviar mais 90 elementos para prestar assistência às equipas de ajuda humanitária.

As autoridades australianas contribuíram, por sua vez, com uma verba que rondou os 9,38 milhões de dólares (6,9 milhões de euros). A ajuda australiana inclui o fornecimento de lonas, colchões, redes de mosquitos, depósitos de água potável e ‘kits’ de saúde e de higiene.

O governo australiano anunciou ainda que uma equipa de médicos irá partir na próxima quarta-feira para o arquipélago, juntando-se aos especialistas na gestão de catástrofes que já estão no terreno.

No continente europeu, a Comissão Europeia ativou hoje o mecanismo europeu de proteção civil (MEPC), respondendo desta forma ao pedido de ajuda internacional das autoridades filipinas.

O executivo comunitário afirmou que irá disponibilizar cerca de três milhões de euros, verba que será canalizada para as operações de assistência humanitária.


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