Açoriano Oriental
Trump mantém confiança em líder norte-coreano face à desnuclearização

O Presidente norte-americano mostrou-se na terça-feira confiante no compromisso de desnuclearização do líder norte-coreano, apesar de Pyongyang ter anunciado o fim da moratória sobre ensaios nucleares.

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Foto: EPA/Doug Mills
Autor: AO Online/ Lusa

“Assinámos um documento que fala de desnuclearização. Essa foi a frase número um em Singapura [palco, em junho do ano passado, da primeira cimeira entre os dois líderes]. Acho que ele [Kim Jong-un] é um homem de palavra”, afirmou Donald Trump, em declarações aos jornalistas.

Trump falava antes de assistir às festividades do dia de Ano Novo na sua casa de férias na Flórida, no sudeste dos EUA, horas depois de Pyongyang anunciar o fim da moratória sobre os ensaios nucleares e de mísseis balísticos intercontinentais.

“Não temos qualquer motivo para continuar ligados unilateralmente a este compromisso”, disse Kim Jong-un, perante responsáveis do partido no poder, citado pela agência estatal norte-coreana KCNA.

“O mundo vai descobrir num futuro próximo uma nova arma estratégica que a Coreia do Norte possui”, acrescentou.

Em 2018, Kim tinha declarado que a Coreia do Norte não necessitava de ensaios nucleares e de ensaios de mísseis balísticos intercontinentais.

No entanto, as conversações entre os dois países estão num aparente impasse, após o falhanço da cimeira Kim-Trump em fevereiro, em Hanói, que terminou sem um comunicado final conjunto.

Perante o comité central do Partido dos Trabalhadores, Kim indicou claramente que a Coreia do Norte está preparada para continuar a ser alvo de sanções internacionais para preservar a capacidade nuclear.

“Os Estados Unidos formulam exigências contrárias aos interesses fundamentais do nosso Estado e adotam um comportamento criminoso”, disse, citado pela KCNA.

Washington “promoveu dezenas de exercícios militares conjuntos [com a Coreia do Sul] que o Presidente [Donald Trump] prometeu suspender”, enviou para o Sul equipamento militar de alta tecnologia e reforçou as sanções contra o Norte, acrescentou Kim Jong-un, citado pela KCNA.

“Jamais venderemos a nossa dignidade”, assegurou, antes de prometer uma “ação de forte impacto para fazer pagar [aos Estados Unidos] o preço da dor infligida ao povo” norte-coreano.



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