Tribunal de Coimbra julga em Setembro estudante universitário que matou colega à facada


 

Rui Cabral   Nacional   15 de Ago de 2008, 11:45

O Tribunal de Coimbra começa a julgar a 08 de Setembro um estudante universitário acusado de assassinar há um ano, com golpes de faca, a ex-namorada, alegadamente por esta recusar reatar a relação amorosa.
    Ambos estudantes de engenharia civil na Universidade de Coimbra, manteriam uma relação amorosa há um ano quando nas férias escolares do Verão de 2007 ela decidiu pôr-lhe termo, embora mantendo com ele um relacionamento amigável, visto serem colegas de curso.

    Na manhã de 18 de Setembro de 2007, num intervalo das aulas, atraiu a vítima para o parque de estacionamento de uma urbanização próxima do Pólo II da Universidade, para conversarem, e como a mulher mantivesse a sua recusa desferiu-lhe vários golpes de faca de cozinha, com uma lâmina de 20 centímetros, que furtara de casa de um amigo.

    Segundo a acusação, procurou atingir a vítima em zonas vitais, e o trajecto das lesões traumáticas torácicas "são reflexos de facto de o arguido ter desferido as facadas na vítima com movimentos amplos, violentos e deliberados no que toca ao resultado final obtido".

    Após a consumação do acto, o agressor abandonou a vítima oculta por um arbusto, e a faca, e pôs-se ao volante do seu veículo até que encontrou uma patrulha da GNR - Escola Segura, e a interpelou dizendo: "Prendam-me que eu matei uma pessoa", apresentando-se com as vestes ensanguentadas.

    O arguido, que vinha a ser acompanhado por um conhecido psiquiatra de Coimbra desde meados de 2006, foi objecto de uma abordagem por peritos médicos do Hospital Psiquiátrico de Coimbra - pólo do Lorvão, que concluíram "não ser possível excluir a imputabilidade em razão de anomalia psíquica".

    A defesa do jovem estudante, não se conformando com a acusação, requereu a abertura de instrução do processo, mas o Juiz de Instrução acabou por o pronunciar pelo crime de homicídio qualificado e pelo crime de detenção de arma proibida.

    Pelo crime de homicídio qualificado o arguido incorre numa pena de prisão que o Tribunal poderá estabelecer entre 12 e 25 anos.

    Dia 08 de Setembro, pelas 14:00, um tribunal colectivo começa a julgar o jovem estudante, agora com 24 anos, pelo homicídio de uma colega que em Março passado completaria 21 anos de idade.

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