Três centenas de crianças em lista de espera para creche


 

Paula Gouveia   Regional   1 de Out de 2007, 08:01

Em 2006 cerca de 600 crianças do concelho de Ponta Delgada estavam em lista de espera para ingressar numa creche. O número entretanto deverá ter descido para cerca de trezentos nomes, mas continua a ser elevado.
Como explicou Andreia Cardoso, directora regional da Solidariedade e Segurança Social, “há cada vez mais procura de creches” e é, por essa razão, acrescentou a responsável, que  o Governo Regional tem feito “um investimento enorme na criação de novas creches em Ponta Delgada”.
Segundo a directora regional, de facto, no início de 2006, a lista de espera devia incluir cerca de 600 nomes de crianças com idades inferiores a três anos. Contudo, entretanto, abriram as creches do Livramento (com capacidade para cerca de 40 crianças) e da Santa Casa de Misericórdia de Ponta Delgada (também para cerca de 40). E, este ano, vão abrir as creches do Centro Social e Paroquial da Fajã de Baixo (para cerca de 35 crianças) e do Lar da Mãe de Deus (para acolher 50 crianças).
Com as novas creches e ainda  com a Rede de Amas de Ponta Delgada  -  que já abrange mais de 120 crianças -, sublinha Andreia Cardoso, “esse número reduz-se substancialmente”. E irá continuar a descer, garante a responsável, porque estão planeados investimentos  para as Freguesias de Arrifes, Capelas e para a zona do Paim (São José).
Segundo Andreia Cardoso, “temos feito um esforço no sentido de não concentrar as respostas no centro de Ponta Delgada”.
E, além disso, é sempre assegurado que os casos urgentes tenham resposta. “Há situações de emergência e essas, o Instituto de Acção Social, no âmbito dos acordos de cooperação que tem com as instituições, pode agilizar os processos de entrada”, explica a directora regional. São casos de crianças que estão em situação de risco ou outras situações de emergência. De um modo geral, as instituições dão prioridade a crianças com necessidades educativas especiais, provenientes de famílias em risco, de famílias monoparentais, pessoas sem familiares no local de residência, ou mesmo a filhos cujos pais não têm com quem deixar os filhos em horário de trabalho.
 A Direcção Regional da Solidariedade e Segurança Social, através do Instituto de Acção Social, é a entidade fiscalizadora das creches - tanto das privadas, como das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). “Somos também a entidade financiadora das IPSS e da maioria das creches em funcionamento”, explicou Andreia Cardoso. E, é nessa condição, que o Instituto de Acção Social tenta coordenar o acesso às creches de, pelo menos, os casos mais urgentes, nomeadamente, os identificados pelos seus técnicos. No entanto, garante a responsável, “as instituições têm toda a autonomia na admissão das crianças”.
“Os pais inscrevem as crianças nas creches que entendem, podendo mesmo inscrever a criança  em todas, tentando obter uma vaga o mais depressa possível”, diz Andreia Cardoso. E são as instituições que fazem a selecção.
A creche do Centro Social e Paroquial da Fajã de Baixo abre portas a 8 de Outubro, depois de obras de adaptação e ampliação das antigas instalações (onde já funcionava um jardim de infância) no valor de um milhão e duzentos mil euros aproximadamente.||
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