Trabalhadores dos Estaleiros de Viana reúnem-se quinta-feira com ministro da Defesa

Trabalhadores dos Estaleiros de Viana reúnem-se quinta-feira com ministro da Defesa

 

Lusa/AO online   Regional   27 de Nov de 2013, 15:38

O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, reúne-se esta quinta-feira com a comissão de trabalhadores dos Estaleiros de Viana, encontro que servirá para abordar a situação da empresa, a subconcessionar ao grupo português Martifer.

 

A informação foi avançada à agência Lusa por fonte daquele ministério, e durante o encontro serão explicados os próximos passos do processo de subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). Esta solução foi anunciada em abril e previa, em paralelo, o encerramento da atual empresa pública.

A Martifer, que detém os estaleiros da NavalRia, em Aveiro, também já confirmou hoje que vai assumir esta subconcessão até 2031, após vitória no concurso internacional lançado pela administração dos ENVC, mas sublinha que envolve "única e exclusivamente", a utilização dos terrenos, edifícios, infraestruturas e alguns equipamentos afetos.

Neste processo ainda não é conhecido o destino dos trabalhadores dos ENVC, sendo expectável o recrutamento pela Martifer de uma parte dos atuais 620.

"O grupo Martifer, através da sociedade a constituir para o efeito, pretende desenvolver a sua atividade no mercado nacional e internacional e implementar, nas áreas afetas à aludida subconcessão dos ENVC, um projeto de construção e reparação naval, no âmbito do qual se prevê a criação de cerca de 400 novos postos de trabalho ao longo dos próximos três anos", lê-se no comunicado enviado hoje pelo grupo português à Comissão de Mercados de Valores Mobiliários.

Contactada pela Lusa, a comissão de trabalhadores dos ENVC escusou-se, para já, a prestar declarações sobre este anúncio.

Esta foi a solução definida pelo Governo português depois de encerrado o processo de reprivatização dos ENVC, devido à investigação de Bruxelas às ajudas públicas atribuídas à empresa entre 2006 e 2011, não declaradas à Comissão Europeia, no valor de 181 milhões de euros.


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