Açoriano Oriental
Tempo de serviço dos técnicos de diagnóstico nos Açores definido até fevereiro

Sindicatos e Governo dos Açores deverão definir até 28 de fevereiro as soluções a adotar na região sobre a transição para a nova carreira e contagem do tempo de serviço dos técnicos de diagnóstico e terapêutica.

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Foto: GaCS/SRS
Autor: Lusa/AO Online

“Queremos que chegue a bom porto, com bons resultados para a motivação dos nossos profissionais, e marcámos como data-limite o 28 de fevereiro para revisão e acordo final”, afirmou a secretária regional da Saúde dos Açores, Teresa Machado Luciano.

A governante falava em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, à margem de uma reunião com os representantes da frente sindical que integra o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Aéreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), o Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (SINDITE), o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP) e o Sindicato dos Fisioterapeutas Portugueses (SFP).

Segundo Luís Dupont, do STSS, os técnicos de diagnóstico e terapêutica esperam que nos Açores, à semelhança do que aconteceu na Madeira, o acordo possa ir “mais longe” do que o que foi aplicado a nível nacional.

“Já houve duas reuniões, já temos uma próxima reunião agendada. Ainda não alcançámos o que gostaríamos de ter: um sinal claro do Governo Regional de que vamos negociar outras condições para além das que foram negociadas a nível nacional de aplicação do descongelamento, mas vamos continuar a apresentar mais argumentos e mais argumentação jurídica para alcançar esse desiderato”, afirmou Luís Dupont.

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica reivindicam a contagem de “um ponto e meio a todos os trabalhadores em todo o processo de descongelamento” e alertam para a possibilidade de os trabalhadores com 15 e 20 anos de serviço ficarem com o mesmo vencimento dos colegas em início de carreira.

“Isto causa um impacto negativo muito grande junto destes profissionais, porque é uma desmotivação muito grande para quem já está há 15/20 anos na carreira, que no fundo fica a pensar que o seu tempo todo de percurso profissional foi deitado para o lixo”, sublinhou Luís Dupont.

De acordo com o dirigente sindical, “o Ministério da Saúde ainda não clarificou” como será o processo de descongelamento para este grupo profissional, mas nos Açores “não estão fechadas as portas” a uma contagem do tempo de acordo com as reivindicações da frente sindical.

Questionada pelos jornalistas, Teresa Machado Luciano disse que “a região segue as orientações a nível nacional”, mas salientou que “ainda não houve uma clarificação de qual o valor a contabilizar”.

“É o que estamos a avaliar, por isso pedimos para especificarem cada assunto mais pormenorizadamente para ser avaliado. Há uns que são relativamente mais fáceis de avaliar e de chegarmos a acordo, há outros que todos em conjunto com certeza que iremos chegar à melhor solução”, apontou.

Existem atualmente 349 técnicos de diagnóstico e terapêutica no Serviço Regional de Saúde dos Açores, 114 nas unidades de saúde de ilha e os restantes nos hospitais.


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