Desenvolvido pelo Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT), em articulação com a Direção Regional da Saúde e com o apoio tecnológico da ‘Hope Care Health’, o projeto permitirá monitorizar remotamente doentes com insuficiência cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crónica, através de equipamentos médicos conectados e de uma plataforma clínica certificada, segundo explicou o executivo açoriano.
De acordo com uma nota de imprensa divulgada pelo Governo açoriano, a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, visitou na sexta-feira o Hospital da Ilha Terceira, onde acompanhou o arranque do projeto, uma iniciativa que “reforça a acessibilidade aos cuidados de saúde, permitindo que os utentes sejam acompanhados à distância, com maior proximidade, conforto e segurança”.
Na primeira fase serão abrangidos 100 utentes, repartidos entre 50 doentes com insuficiência cardíaca e 50 com DPOC, acompanhados pelas equipas de Cardiologia e Pneumologia do HSEIT.
Durante a visita, Mónica Seidi sublinhou que o projeto “traduz a visão do Governo dos Açores de aproximar os cuidados de saúde às pessoas, utilizando a inovação tecnológica para responder às especificidades de uma Região arquipelágica”, refere a nota do executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM).
A governante, citada na mesma nota, destacou que esta iniciativa integra a estratégia de desenvolvimento da Telemedicina nos Açores, uma das medidas estruturantes apoiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), contribuindo para “reforçar a acessibilidade aos cuidados de saúde e reduzir deslocações desnecessárias dos utentes”.
A titular pela pasta da Saúde nos Açores adiantou ainda que o objetivo passa por alargar progressivamente este modelo de telemonitorização aos restantes hospitais da Região, consolidando uma resposta mais próxima e eficiente.
Este projeto permitirá evoluir “de uma lógica predominantemente reativa para uma abordagem mais preventiva, contínua e integrada, acompanhando os doentes no seu dia-a-dia e possibilitando uma intervenção mais precoce sempre que necessário”, disse Mónica Seidi.
A Secretária Regional disse que, nos últimos dois anos e meio, foram realizadas cerca de 45 mil teleconsultas na Região, permitindo evitar cerca de 45 mil deslocações de utentes às unidades de saúde.
“Mais do que uma poupança, estamos a falar de maior conforto para os utentes, de menos constrangimentos para as famílias e de uma melhor organização da resposta dos serviços de saúde”, referiu Mónica Seidi.
O projeto de telemonitorização domiciliária encontra-se já em fase operacional.
As equipas médicas e de enfermagem de Cardiologia e Pneumologia do HSEIT receberam formação específica e os primeiros utentes já iniciaram o acompanhamento remoto, dispondo de equipamentos que lhes permitem efetuar medições clínicas em casa e transmitir essa informação, em tempo real, às equipas assistenciais.
Através deste modelo, as equipas clínicas podem acompanhar regularmente a evolução dos doentes, identificar precocemente sinais de alerta e intervir mais cedo sempre que necessário, reforçando a continuidade dos cuidados e a articulação entre médicos, enfermeiros e utentes, acrescenta.
Telemonitorização de doentes crónicos arranca no Hospital de Angra do Heroísmo
O projeto de telemonitorização de doentes crónicos arrancou no Hospital de Angra do Heroísmo, nos Açores, acompanhando doentes com insuficiência cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), adiantou o Governo.
Autor: Lusa
