"Táxi Seguro" chega a Lisboa

"Táxi Seguro" chega a Lisboa

 

Lusa / AO online   Nacional   21 de Set de 2007, 18:25

Por 139 euros mais IVA, todos os taxistas de Lisboa poderão assegurar uma ligação permanente à polícia com o programa Táxi Seguro, cujo protocolo de alargamento foi hoje assinado entre a Câmara Municipal e o Ministério da Administração Interna.
Por 139 euros mais IVA, todos os taxistas de Lisboa poderão assegurar uma ligação permanente à polícia com o programa Táxi Seguro, cujo protocolo de alargamento foi hoje assinado entre a Câmara Municipal e o Ministério da Administração Interna.

O equipamento, que permite à polícia acompanhar o trajecto do táxi após accionado um alarme pelo condutor, estará disponível gratuitamente para 200 veículos, depois de já ter sido experimentado em 700 táxis de concelhos da Área Metropolitana de Lisboa e cerca de 400 da Área Metropolitana do Porto.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, afirmou aos jornalistas após a assinatura do protocolo que o projecto "faltava" a Lisboa, em termos de segurança.

O autarca afirmou ainda esperar que a implantação do Táxi Seguro seja mais um incentivo para a segurança ser um "factor de atractibilidade" de pessoas e empresas para a capital.

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, afirmou que "a segurança no táxi serve a todos os cidadãos, uma vez que o táxi é um instrumento de liberdade".

Rui Pereira lembrou que nos veículos que já foram equipados com o equipamento, desde Julho do ano passado, não se registaram crimes violentos.

Gratuito para 200 veículos graças ao protocolo entre a Câmara, ministério e a Fundação Vofadone, o sistema usa as teconologias de localização GSM e GPS, permitindo à polícia acompanhar a localização e o percurso de qualquer veículo cujo condutor accione o alarme, além do som do que se passa no interior do carro.

Assim, a polícia pode acompanhar à distância uma situação de risco, avaliar o seu grau de perigo e decidir a melhor maneira de agir.

António Costa referiu também a campanha "Se beber, apanhe um táxi", destinada a apelar ao uso do táxi nas saídas nocturnas em que se consuma álcool como forma de "fortalecer este meio de transporte público" e promover a segurança rodoviária.

Em relação à subida dos limites de velocidade dos radares no prolongamento da avenida Estados Unidos da América, autorizada pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, António Costa afirmou que resultou de uma "insistência" da autarquia, que conseguiu que de 50 quilómetros a velocidade máxima fosse aumentada para 80 quilómetros por hora.

Quanto a alterações do limite de velocidade em outros radares instalados na cidade, António Costa não adiantou mais nenhuma, frisando que "o objectivo na câmara não é que os condutores cometam infracções para poder receber multas, a regra é que os condutores adaptem o seu comportamento para circular em segurança e com moderação".
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