Sócrates mantém meta de 2,4% para o défice

Sócrates mantém meta de 2,4% para o défice

 

Lusa / AO online   Economia   11 de Out de 2007, 15:06

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que o Governo mantém a meta de 2,4 por cento de défice orçamental na proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2008, valor que disse ser o mais baixo desde 1975.
    A meta do défice para 2008 foi apresentada por José Sócrates, numa declaração em que também anunciou que o défice de Portugal será, no final deste ano, de 3 por cento do PIB, voltando Portugal a estar dentro dos limites impostos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) da União Europeia.

    Tendo ao seu lado os ministros de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, e o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, Sócrates declarou que o Governo não vai proceder a uma revisão do objectivo do défice para 2008, mantendo o valor de 2,4 por cento assumido junto de Bruxelas.

    "O nosso compromisso para 2008 será de 2,4 por cento. O Governo quer manter a linha de rigor e disciplina orçamental - factores essenciais para o futuro do país -, mas o Orçamento de 2008 também apostará no crescimento público", frisou o chefe do Governo.

    Sócrates adiantou que o défice orçamental previsto para 2008, na ordem dos 2,4 por cento, "será o mais baixo desde 1975".

    "O objectivo de 2,4 por cento de défice já será muito ambicioso", acrescentou.

    Na conferência de imprensa, em que esteve presente toda a equipa do executivo do Ministério das Finanças, o primeiro-ministro salientou que "o investimento público é decisivo para relançar a economia".

    "O crescimento do investimento público para o próximo ano fica-se a dever à boa saúde das finanças públicas e ao trabalho deste Governo nos últimos dois anos", disse, sem, no entanto, quantificar quanto aumentará no próximo ano o investimento público.

    "Vamos agora aumentar o investimento público, medida dentro do nosso objectivo de nos concentramos no crescimento da economia portuguesa", advogou.

    José Sócrates referiu-se depois a dados hoje divulgados pelo Eurostat referentes ao segundo trimestre do corrente ano.

    "Verifica-se que o crescimento da economia portuguesa foi superior ao que se registou [na média] dos países do euro. No segundo trimestre, Portugal cresceu em cadeia 0,5 por cento, enquanto os países da zona euro cresceram apenas 0,3 por cento", apontou.

    Segundo Sócrates, estes dados "demonstram que Portugal teve um ritmo de aceleração e de crescimento superior àquela que se verificou na zona euro".

    "As coisas [na economia] estão a correr bem e estão a correr como o previsto pelo Governo, que antecipou em um ano o objectivo de consolidação orçamental. Em 2008, Portugal vai apresentar-se perante a Europa e perante os portugueses como um país que leva a sério a tarefa de ter contas públicas saudáveis", disse.
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