Sindicatos anunciam greve na Cofaco por salários e progressão nas carreiras

SITACEHTT/Açores e SINTABA anunciaram que vão avançar para a greve na Cofaco, após recusa da administração em negociar aumentos salariais, progressão nas carreiras e atualização do subsídio de refeição



Os sindicatos SITACEHTT/Açores e SINTABA anunciaram que vão avançar para a greve na Cofaco, na sequência da “reiterada recusa” da administração em negociar melhores condições de trabalho, incluindo aumentos salariais, progressão nas carreiras e atualização do subsídio de refeição.

Em comunicado enviado à comunicação social, é revelado que a decisão foi tomada após plenários com os trabalhadores e surge, segundo as estruturas sindicais, “após anos consecutivos de bloqueio salarial, congelamento de carreiras e total desvalorização do poder de compra de quem diariamente constrói os resultados da empresa”.

“A total ausência de respostas e a postura de intransigência da empresa perante as legítimas reivindicações da massa laboral esgotaram a via do diálogo informal, não restando outra alternativa senão a paralisação total das atividades”, revelam os sindicatos.

Ainda neste comunicado, os sindicatos acrescentam que “a recusa em negociar estas matérias não só demonstra uma profunda falta de responsabilidade social, como está a empurrar os trabalhadores para uma situação de crescente vulnerabilidade financeira”.

“Enquanto as metas de produtividade são progressivamente mais exigentes, a contrapartida laboral permanece estagnada, gerando um clima de desmotivação generalizada, exaustão e sentimento de injustiça”, destacam.

Neste contexto, os sindicatos afirmam: “Não estamos a pedir bónus extraordinários; estamos a exigir dignidade. Trabalhar ano após ano sem ver a categoria profissional atualizada, sem aumentos salariais dignos, ficar estagnados nas mesmas categorias desde que entram para a empresa e receber um subsídio de refeição que não paga sequer um almoço básico é uma afronta ao esforço diário da maioria das trabalhadoras da Cofaco”.

Referem ainda que os respetivos pré-avisos de greve serão formalmente entregues à administração da Cofaco e às entidades competentes, nos termos da lei, fixando as datas e os moldes em que a paralisação irá ocorrer.

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