Setor público dos Açores com resultado positivo de 4,8 milhões de euros

Setor público dos Açores com resultado positivo de 4,8 milhões de euros

 

Lusa/AO Online   Regional   12 de Out de 2018, 09:21

O sector público empresarial regional (SPER) registou em 2017 um “contributo positivo” de 4,8 milhões de euros, se excluídas as quatro mercantis (SATA, EDA, Portos dos Açores e Lotaçor), disse o vice-presidente do Governo dos Açores.

Sérgio Ávila - que foi ouvido na delegação de Ponta Delgada, do parlamento açoriano, em sede de comissão Eventual de Inquérito ao Setor Público Empresarial Regional (SPER) e Associações Sem Fins Lucrativos Públicas - referiu este valor quando confrontado pelo deputado social-democrata Luís Rendeiro sobre a situação do universo do SPER.

O parlamentar, fora do âmbito da audição do vice-presidente do Governo, que visava as empresas públicas Ilhas de Valor, Nonagon e Sociedade de Desenvolvimento Empresarial dos Açores (SDEA), declarou que o SPER tem vindo a “acumular prejuízos” e a registar, além de uma dívida crescente, “resultados negativos em cima de resultados negativos”.

Sérgio Ávila apontou como exemplos mais flagrantes os casos concretos das empresas Saudaçor e SATA.

O vice-presidente, já em declarações aos jornalistas, no final da audição, referiu que estes são dados apurados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

““O SPER, aquele que é considerado administração pública, que excluiu as quatro empresas mercantis, com base no sistema contabilístico europeu, e apurado pelo INE, teve um contributo positivo de 4,8 milhões de euros”, declarou.

O vice-presidente do executivo açoriano adiantou que o valor final do apuramento do défice da região “foi inferior ao que estava autorizado” no Orçamento dos Açores (60 milhões), “precisamente porque as empresas públicas, os fundos e serviços autónomos deram um contributo positivo”.

Sérgio Ávila considerou que as empresas Ilhas de Valor, Nonagon e SDEA apresentam resultados positivos, não revelando dívida e registando um passivo “muito baixo”.

O governante manifestou-se contra a pretensão dos social democratas de extinguir a Ilhas de Valor, tendo destacado o seu papel na promoção da coesão da região, os investimentos realizados em ilhas mais desfavorecidas, como hotéis, que não existiam, por exemplo na Graciosa e Flores, a par da disponibilização de capital às empresas regionais numa altura em que “os bancos não funcionavam”.

Neste momento, de acordo com Sérgio Ávila, existem, contrariamente à altura de realização do investimento, privados interessados nestes hotéis de quatro estrelas.

O responsável pelas finanças regionais anunciou que se pretende, entretanto, privatizar a empresa Verde Golf, que detém os campos da Batalha e Furnas, na ilha de São Miguel.

Os campos de golfe da Batalha e das Furnas foram adquiridos pela Ilhas de Valor por 7,4 milhões de euros, estando o seu valor estimado, em 19 milhões.


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