Greve

Secretário de Estado diz que Administração Pública não controla antecipadamente quem faz greve


 

Lusa/Ao online   Nacional   30 de Nov de 2007, 05:20

O secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, garante que não são feitas pressões na função pública para saber antecipadamente quem vai aderir à greve.
João Figueiredo disse aos jornalistas que nunca sentiu, ao longo de cerca de 30 anos, que no interior da Administração Pública existissem pressões para saber se alguém vai fazer greve e nunca teve conhecimento de qualquer relato nesse sentido.

    "Os serviços públicos não controlam quem faz greve, mas têm obrigação de ver quem está ausente e quem está presente e o motivo da ausência", explicou, acrescentando que não é possível fazer isto antecipadamente, até porque as pessoas também podem adoecer em dia de greve e não o sabem por antecipação.

    "É legitimo fazer greve, assim como é legitimo trabalhar em dia de greve", afirmou, a propósito da paralisação de hoje convocada pelas três estruturas sindicais da função pública.

    "O Governo aguarda com tranquilidade o resultado da adesão à greve", afirmou o governante, acrescentando que será impossível apresentar dados globais da paralisação no início do dia.

    Segundo João Figueiredo, só no final do dia poderão ser apresentados dados globais da greve, "com maior rigor".

    O secretário de Estado vai fazer um balanço da greve aos jornalistas ao final da manhã e ao final do dia.

    O governante assegurou ainda que o Governo tem estado no processo de negociações com os sindicatos da função pública com a convicção de que o país e os funcionários públicos estão a fazer um percurso no sentido do equilíbrio e da consolidação das finanças públicas.

    "O governo está muito convicto de que isso é muito importante para o país e para os cidadãos e é nesse pressuposto que tomou as posições que tomou neste processo negocial", concluiu.

    Os sindicatos da função pública marcaram a greve de hoje em protesto contra a política negocial do Governo, que iniciou as negociações salariais com uma proposta de aumentos de 2,1 por cento e terminou o processo com o mesmo valor.

    Entretanto, os sindicatos pediram a negociação suplementar, o que deverá levar à realização de mais uma reunião.

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