Açoriano Oriental
Santuário de Fátima prepara jornadas sobre “As Crianças, a morte e o luto”

O Santuário de Fátima vai promover em maio do próximo ano umas Jornadas Internacionais sobre “As crianças, a morte e o luto”, que pretendem refletir sobre “a morte das crianças, as crianças em luto e o luto pelas crianças”.

Santuário de Fátima prepara jornadas sobre “As Crianças, a morte e o luto”

Autor: Lusa/AO Online

“Num contexto histórico marcado pela negação da morte e do morrer, o Santuário quer reunir aqueles que no âmbito da educação, da saúde e da pastoral se encontram com as dificuldades de acompanhar as crianças em processo de morrer ou em processo de luto e os adultos em luto pelas crianças”, segundo um documento produzido pelo grupo de trabalho nacional que está a preparar a iniciativa.

Este grupo de trabalho considera, segundo uma nota hoje divulgada pelo Santuário de Fátima, que “o mal-estar cultural e social em torno da morte, e do seu consequente processo de negação, agrava-se quando se trata da morte de crianças”.

“O Santuário, que desde a sua origem foi um lugar de convergência de sofrimentos e de refúgio de sofredores, desde logo com os protagonistas do acontecimento de Fátima, não pode deixar de se abrir a esta discussão”, acrescenta.

As Jornadas Internacionais, que se realizarão entre 07 e 10 de maio, inserem-se nas comemorações do centenário das mortes dos videntes de Fátima Francisco e Jacinta Marto, canonizados em 2017 pelo Papa Francisco.

Em Fátima, naqueles quatro dias, estarão reunidos “especialistas de diferentes âmbitos e áreas de reflexão da sociedade civil e da Igreja, desde a educação à pastoral, sem esquecer a saúde”, informa o Santuário.

“As Jornadas Internacionais, que decorrerão em vários espaços físicos do Santuário, procurarão promover um olhar global sobre esta realidade multifacetada, que exige uma aproximação multidisciplinar, e envolverão momentos formativos, com conferências em sessões plenárias e mesas redondas, em sessões paralelas, bem como workshops temáticos sobre as boas práticas já existentes em Portugal”, acrescenta o documento hoje divulgado.

O Estatuto sociocultural da morte e do morrer, a incompetência social e individual para a perda, os comportamentos de risco, o tratamento mediático da morte das crianças, bem como a resposta que cada individuo dá a esta experiência da morte, da perda e do luto, serão temas em debate.



 
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