Operação "Face Oculta"

Rogério Alves pede clareza sobre escutas que envolvem Sócrates


 

Lusa / AO online   Nacional   12 de Nov de 2009, 14:44

O antigo bastonário dos Advogados, Rogério Alves, diz que as autoridades judiciais deviam clarificar se as escutas realizadas no âmbito do caso Face Oculta que envolvem o primeiro-ministro permitem abrir uma investigação autónoma.
“Numa circunstância como esta, o que era preciso explicar às pessoas, para além de filigranas da lei, é se existe alguma coisa naquelas escutas que permita abrir um processo autónomo que envolva o senhor primeiro-ministro”, disse Rogério Alves.

Para o antigo bastonário da Ordem dos Advogados, as dificuldades de comunicação das autoridades “deixam as pessoas num suspense injustificado, quando a explicação seria bastante simples e clara”.

“Mas em Portugal vivemos sob a omnipotência de uma coisa chamada Segredo de Justiça, que é um instituto desactualizado, ridículo, absurdo e prejudicial”, disse Rogério Alves, acrescentando que se está a criar “uma situação em que o primeiro-ministro anda num ambiente de semi-suspeição em sessões contínuas”.

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