Ribeiro e Castro diz que "é absurdo" alimentar dúvidas sobre posição do CDS


 

Lusa/Ao online   Nacional   27 de Nov de 2007, 08:57

O ex-líder do CDS-PP José Ribeiro e Castro considerou hoje "absurdo" alimentar "dúvidas e mistérios" quanto à posição do partido sobre o Tratado de Lisboa e sobre o referendo, manifestando-se claramente a favor de uma consulta popular.
"Eu digo ´sim` à ratificação do Tratado, e ´sim` à realização do referendo", afirmou o eurodeputado e antecessor de Paulo Portas na liderança do CDS, em declarações à Agência Lusa.

    Ribeiro e Castro defendeu publicamente esta posição segunda-feira num debate em Leiria, promovido pela Escola Secundária Domingos Sequeira, no quadro do programa Euroescola, sobre o tema "União Europeia - Oportunidades, desafios e Participação), e, hoje, em declarações à Lusa, retomou esses argumentos.

    Questionado sobre a ausência de posição do CDS-PP sobre estas matérias a menos de um mês da assinatura do Tratado reformador da UE (a 13 de Dezembro), Ribeiro e Castro foi claro.

    "Considero que seria caricato e negativo não haver referendo. Seria um absurdo que se alimentassem quaisquer dúvidas sobre essa posição", disse, recusando no entanto fazer interpretações em relação ao que tem dito o actual líder Paulo Portas sobre a matéria.

    Ribeiro e Castro salientou que, durante os dois anos da sua liderança, até Abril deste ano, o CDS foi favorável ao tratado e à realização de um referendo para o ratificar.

    "Não percebo que haja grandes dúvidas, grandes mistérios a esse respeito", referiu.

    Para o antigo presidente democrata-cristão, este "é um assunto claro" e que "teve uma lógica sequencial", lembrando que já teria havido referendo em Portugal caso o Tribunal Constitucional não tivesse 'chumbado' a pergunta proposta pela Assembleia da República.

    "Hoje já não existe esse tipo de problemas e, graças à revisão constitucional então efectuada, já é possível colocar uma pergunta clara sobre o tratado", reforçou.

    O CDS-PP só irá tomar posição quer sobre o conteúdo do Tratado de Lisboa quer sobre a sua forma de ratificação depois da assinatura do Tratado.

    O partido vai realizar três audições públicas na Assembleia da República - a 03, 10 e 17 de Dezembro - e só depois voltará a reunir o Conselho Nacional para tomar posição sobre a matéria.

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