Açoriano Oriental
Regulador pede maior pluralidade política aos canais de televisão

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) recomenda às televisões que garantam um maior pluralismo partidário nos seus espaços informativos, nomeadamente dos partidos com reduzida expressão parlamentar ou das regiões autónomas.

Regulador pede maior pluralidade política aos canais de televisão

Autor: AO Online/ Lusa

Em comunicado divulgado pela ERC na quinta-feira, a propósito do Relatório de avaliação da observância do princípio do pluralismo político em 2019, no qual é analisada a pluralidade do pensamento político nas televisões – canais generalistas e noticiosos – o regulador apela para que “em matéria de pluralismo nos blocos informativos diários”, a RTP1, RTP2, RTP3, TVI, SIC e CMTV deem “maior e equilibrada visibilidade às visões políticas dos partidos cuja representação parlamentar é reduzida”.

“A ERC recomenda ainda maior e equilibrada visibilidade dos órgãos das representações regionais dos partidos nos alinhamentos, uma vez que se observa uma presença residual dos órgãos de poder político dos Açores e da Madeira (representantes da República, assembleias legislativas e partidos políticos)”, acrescenta a ERC no comunicado.

Ainda assim, o regulador assinala “o esforço” da RTP1, SIC e TVI “na diversificação das fontes no sentido da promoção de uma informação plural”, dando conta que em mais de metade das pelas analisadas foram identificadas múltiplas fontes de informação consultadas.

À RTP2 e RTP3, assim como à CMTV, a ERC aponta que em mais de metade das peças são apenas consultadas fontes de uma determinada área. Já nos canais das regiões autónomas, RTP Açores e RTP Madeira, é assinalada a dependência de fontes político-partidárias.

“Da análise que conduziu, a ERC retira ainda que a presença dos partidos extraparlamentares é residual nas peças analisadas na totalidade dos serviços de programas, embora assinale o esforço da RTP1 em ampliar a sua cobertura a estes partidos. No sentido de os operadores diversificarem as presenças políticas, a ERC relembra que é importante assegurar a cobertura das atividades e propostas dos partidos extraparlamentares, quando existam, dando-lhes voz, também fora dos períodos de campanha eleitoral”, refere o regulador no comunicado.

Sobre os programas de informação não diária, a ERC destaca a RTP pelo esforço “em manter uma presença consistente, nas suas grelhas de programas, de espaços autónomos com estas características”, como entrevistas, debates e comentário, contrapondo-o ao facto de os canais generalistas SIC e TVI não apresentam qualquer espaço regular deste género.

“A ERC destaca ainda que as presenças político-partidárias identificadas na SIC se limitam a seis presenças de comentadores com pertença partidária, no âmbito das noites eleitorais Europeias 2019 e Legislativas 2019, enquanto na CMTV as presenças político-partidárias identificadas se limitam a seis entrevistas aos líderes partidários dos partidos com assento parlamentar, no âmbito das eleições Legislativas 2019”, precisa o comunicado.


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