Região vai alargar universo de jovens elegíveis aos apoios à habitação

Em 2026, a Região vai alargar o universo de jovens elegíveis aos apoios à habitação, revendo limites de rendimento, reforçando comparticipações para projetos de construção e aumentando em 25% os apoios à autoconstrução



A Região vai aumentar, em 2026, a acessibilidade dos jovens à habitação, através do alargamento dos diversos apoios atualmente em vigor, abrangendo mais agregados familiares.​

O anúncio foi feito esta semana pela Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, durante a apresentação do Plano de Investimentos para 2026, entretanto aprovado no parlamento regional.

Assim, no próximo ano será alargado o universo de elegíveis no acesso a lotes infraestruturados, cedidos pela Região, para posterior construção de habitação.​

Com esta alteração, passa a ser elegível, por exemplo, um casal jovem com dois filhos e rendimento bruto mensal de 3.100 euros, ou um casal jovem com um filho e rendimento bruto mensal de 2.850 euros, até agora excluídos deste tipo de apoio.

Para além da revisão dos coeficientes máximos de rendimento das famílias, está prevista uma comparticipação financeira, a fundo perdido, para a aquisição de projetos de arquitetura e especialidades, até ao limite de 5 mil euros por beneficiário.​

Em 2026, serão ainda majorados em 25% os apoios à autoconstrução em lote cedido pela Região ou em lote privado. Com esta majoração, um casal jovem com dois filhos e rendimentos brutos mensais de 2.500 euros poderá beneficiar de um apoio até 21 mil euros, em vez dos atuais 16.500 euros.​

Na ocasião, Maria João Carreiro frisou que “a habitação tem sido e continuará a ser uma prioridade para o Governo dos Açores”, assumindo que “todos os procedimentos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para habitação já estão lançados e serão executados até 31 de agosto de 2026”.

“Foram cerca de 150 procedimentos para 767 respostas habitacionais já concluídas, em execução e a concluir, entre reabilitações, construções e infraestruturação de lotes, num investimento global de 65 milhões de euros”, elencou.

Segundo a governante, “enquanto muitos garantiam que o Governo não seria capaz de executar o PRR, trabalhamos na regularização, aquisição e registo de propriedade de lotes, emissão de alvará e execução de projetos que já deviam ter sido feitos há mais de uma década e que impossibilitavam o arranque das obras programadas para o PRR”. 

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