Quatro campeões em luta por nova final

A ‘vice’ França e a Espanha, em Arlington, na terça-feira, e a Inglaterra e a campeã em título Argentina, em Atlanta, na quarta-feira, vão disputar as meias-finais do Mundial de futebol de 2026



Numa altura que já é certo que não haverá um novo campeão, pois todos os semi-finalistas já arrebataram o cetro, a final, de domingo, até pode replicar a de 2022, em caso de apuramento da França, que procura a terceira seguida, e da Argentina.

Se isso não acontecer, então East Rutherford, nos Estados Unidos, verá uma final inédita, entre França e Inglaterra, Espanha e Inglaterra ou Espanha e Argentina.

Os argentinos procuram o quarto título, e segundo seguido, depois de 1978, 1986 e 2022, os franceses o terceiro, após os sucessos de 1998 e 2018, enquanto Inglaterra (campeã em 1966) e Espanha (2010) vão em busca da segunda ‘estrela’.

As meias-finais arrancam na terça-feira, pelas 14:00 locais (20:00 em Lisboa), no Estádio AT&T, em Arlington, com a França a chegar como favorita, depois de uma prova em que se tem sido a seleção em maior destaque.

Kylian Mbappé (oito golos e três assistências), Ousmane Dembélé (cinco golos e duas assistências) e Michael Olise (cinco assistências) têm formado um trio letal, bem complementado por Désiré Doué ou Bradley Barcola.

Os gauleses venceram os seus seis jogos e contabilizam 16 golos marcados e apenas dois sofridos, ambos na fase de grupos, já que, a eliminar, venceram a Suécia por 3-0, nos ’16 avos’, o Paraguai por 1-0, nos ‘oitavos’, e Marrocos por 2-0, nos ‘quartos’.

A formação de Didier Deschamps vai, no entanto, ter pela frente uma Espanha de ‘má memória’, já que a ‘roja’ bateu recentemente os gauleses em duas meias-finais, do Euro2004 (2-1) e da Liga das Nações de 2025 (5-4), num jogo que liderou por 5-1.

Em jogos a eliminar de Mundiais, a vantagem é da França, que ganhou por 3-1 nos ‘oitavos’ de 2006.

A Espanha começou o Mundial2026 com um empata a zero face a Cabo verde, mas, depois, somou cinco triunfos consecutivos, perante Arábia Saudita (4-0) e Uruguai (1-0), na fase de grupos, e depois perante Áustria (3-0), nos 16 avos de final, Portugal (1-0), nos ‘oitavos’, e Bélgica (2-1), nos ‘quartos’.

Face aos belgas, os espanhóis sofreram o primeiro golo na prova, depois de 650 minutos com a baliza a zero – num registo que vinha desde 2022 -, mas, como face à formação das ‘quinas’, Mikel Merino saltou do banco no final para decidir.

Os espanhóis já sabem que têm entre os suplentes alguém que pode decidir e esperam que, desde o ‘onze’, Lamine Yamal possa fazer a diferença, ele que chegou tocado ao Mundial e tem sido uma das poucas grandes ‘estrelas’ que não tem brilhado.

A França já esteve nas finais de 1998, 2006, 2018 e 2022, enquanto a Espanha só alcançou o jogo decisivo em 2010.

O segundo encontro das meias-finais será na quarta-feira, no Estádio Mercedez-Benz, em Atlanta, pelas 15:00 (20:00), com os argentinos em busca da sétima final, e segunda consecutiva, e os ingleses da segunda, 60 anos após o título de 1966.

Nesse ano, os ingleses começaram precisamente por bater os argentinos no primeiro jogo a eliminar, então dos ‘quartos’, por 1-0, com um golo de Geoff Hurst, aos 78 minutos.

Depois disso, a Argentina já ripostou, primeiro num dos mais famosos jogos da história dos Mundiais, o 2-1 dos ‘quartos’ de 1986, selado com um ‘bis’ de Diego Armando Maradona, primeiro com a ‘mão de Deus’ e depois após fintar meia equipa inglesa.

Em 1998, nos ‘oitavos’, a formação sul-americana voltou a superiorizar-se, agora nos penáltis (4-3), depois de 2-2 nos 120 minutos, num embate marcado pela expulsão do inglês David Beckham, após ‘desentendimento’ com o argentino Diego Simeone.

A Inglaterra está nas ‘meias’ depois de três jogos muitos complicados a eliminar, face à República Democrática do Congo (2-1), ao México (3-2) e à Noruega (2-1, no tempo extra), sendo que a Argentina ainda penou mais, face a Cabo Verde (3-2, no tempo extra), Egito (3-2) e Suíça (3-1, no tempo extra).

No conjunto de Thomas Tuchel, o maior protagonismo tem sido dividido a dois, entre Hary Kane e Jude Bellingham, ambos com seis golos e uma assistência, sendo que foi o jogador do Real Madrid o autor dos dois tentos face aos nórdicos.

Por seu lado, Lionel Messi, que durante a prova completou 39 anos, tem sido a grande figura da Argentina, com oito golos e duas assistências, isto tendo desperdiçado dois penáltis.

Os vencedores das meias-finais vão encontrar-se no domingo na final, pelas 15:00 (20:00), no Estádio MetLife, em East Rutherford, enquanto os derrotados jogarão para o ‘bronze’, no Estádio Hard Rock, em Miami Gardens, às 17:00 (22:00)


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