PT e PT Multimédia tornam-se empresas independentes


 

Lusa/AO   Economia   7 de Nov de 2007, 05:18

A operação de separação (spin-off) da PT Multimédia do grupo Portugal Telecom (PT) concretiza-se hoje, transformando a empresa presidida por Rodrigo Costa num dos principais operadores de comunicações em Portugal e no principal rival da sua antiga "casa-mãe".
A PT cumpre assim a promessa que fez aos seus accionistas para que chumbassem a oferta pública de aquisição (OPA) Sonaecom, entregando-lhes a maioria das acções que detinha na PTM sob a forma de dividendos.

    Com esta distribuição, a CGD e o BES passam a liderar a estrutura accionista da nova PTM, com participações de 15 e 12,2 por cento, respectivamente, mas a PT manterá um papel relevante no capital da empresa, pois devido à retenção na fonte do imposto a pagar sobre os dividendos, a PT irá conservar temporariamente 7 por cento das acções.

    A empresa que detém a TV Cabo inicia hoje uma nova etapa da sua história, com a ambição de passar de líder de mercado na televisão paga à liderança do mercado das telecomunicações como operador triple-play (telefone, televisão e Internet).

    A PTM tem actualmente uma quota de 25 por cento na Internet e de menos de 1 por cento na voz, enquanto lidera na televisão por subscrição, com uma quota superior a 80 por cento.

    A entrada no mercado das telecomunicações móveis e a realização de aquisições para crescer são alguns dos desafios que se colocam à nova equipa de gestão que deverá, até final do ano, apresentar um plano estratégico aos seus accionistas.

    “A PTM é um óptimo negócio”, afirma o presidente da comissão executiva da empresa, dizendo que o principal objectivo definido, agora, é crescer organicamente, aproveitando a capacidade que a rede instalada lhe dá.
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