PSD diz que "inércia" do Governo dos Açores custa oportunidades económicas

PSD diz que "inércia" do Governo dos Açores custa oportunidades económicas

 

Lusa/AO Online   Regional   31 de Ago de 2018, 17:32

O deputado do PSD António Ventura criticou o Governo Regional dos Açores por, pela sua "inércia", deixar escapar "oportunidades económicas" na área da agricultura, em concreto no exportar do leite da região.

"Estamos a perder oportunidades económicas por via da inércia do Governo Regional", disse o deputado à Assembleia da República, falando na Vila do Porto, ilha de Santa Maria, na Universidade de Verão do PSD/Açores e da JSD/Açores.

O parlamentar falava em concreto do Acordo Comercial e Global (CETA) entre o Canadá e a União Europeia, que tem no Queijo de São Jorge um elemento registado e viável de integrar negócios, ao contrário do leite.

"O nosso leite, se já tivesse essa qualificação, podia fazer parte desse acordo com o Canadá, o CETA", vincou, antes de sublinhar que os Açores, "com 3,3% do território" português, produzem "mais de 30% de todo o leite nacional".

O social-democrata defendeu ainda que o rendimento dos agricultores "é um problema de todos" na região "devido à envolvência e dimensão" que aquela área tem.

Já o secretário-geral do PSD/Açores, António Almeida, advogou perante dezenas de jovens na Universidade de Verão que "está na altura de se investir mais" na identificação de produtos que possam ser exportados para o mercado europeu, mas também americano.

"Com a globalização da economia e dos mercados, já chegam aos Açores produtos da América a preços muito competitivos. Como é que vamos competir com isso? Temos de repensar tudo isto", assinalou.

Para o social-democrata açoriano, "há espaço para o emprego jovem" na região, complementando a área da agricultura com o turismo e o ambiente.

"Há um número muito significativo de jovens sem emprego ou em programas de estágios e ocupacionais. Essa perspetiva de curto prazo (...) é uma desilusão para o jovem, que não sente garantias em termos futuros", frisou António Almeida, antes de lembrar a possibilidade do "auto-emprego" no meio rural.



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