Assembleia da República

PSD, CDS-PP e BE trocam acusações durante debate sobre desemprego

PSD, CDS-PP e BE trocam acusações durante debate sobre desemprego

 

Lusa / AO online   Economia   22 de Jan de 2010, 10:02

 PSD e CDS-PP acusaram o BE de querer aparecer “nas televisões a fazer barulho” e propor medidas “excessivas” sobre o subsídio de desemprego, enquanto os bloquistas acusaram os dois partidos de “traficância de facilidades políticas”.
Num pedido para defender a honra da bancada após o discurso do líder do BE, a deputada social-democrata Rosário Águas disse “lamentar alegações completamente deslocadas e injustas” ao seu partido.

A deputada insistiu que o seu partido retirou a proposta que tinha agendado para alargar os critérios de atribuição do subsídio de desemprego porque o Governo aprovou “uma medida que vai exactamente no mesmo sentido”.

Na resposta, Francisco Louçã devolveu a acusação: “Tomara o BE fazer tanto barulho nas televisões como o PSD, ele é Pedro Passos Coelho, ele é Alberto João Jardim, barulho é convosco, barulho é o nome intermédio do PSD”.

Em seguida, o líder bloquista procurou ‘desmontar’ a argumentação da bancada do PSD, notando que “a 22 de Dezembro, José Sócrates apresentou” no Parlamento uma proposta para alargar o subsídio social de desemprego e que a 14 Janeiro, o Conselho de Ministros aprovou a medida, “tal como tinha feito no ano passado”.

Pela bancada do CDS-PP, o líder parlamentar, Pedro Mota Soares, considerou “excessivo” que “quem trabalhou 180 dias possa auferir até dois anos e meio de subsídio de desemprego”.

Já Francisco Louçã apontou “um mistério na proposta do CDS”, dizendo que a bancada centrista “fez tudo para que ao apresentar a sua proposta tivesse a certeza que ela não é votada”, algo que considerou “uma malandrice”.

Louçã referiu que da parte dos centristas já existia uma iniciativa sobre desemprego de Outubro de 2009, e que agora “fizeram à pressa um projecto para entrar na semana passada” para terem “a certeza que ele não é votado”.

Louçã mostrou-se contra o argumento de Mota Soares, considerando que “o subsídio de desemprego não é uma esmola” e que quem está desempregado “vai de 15 em 15 dias ao centro de emprego, vai ter formação e vai ter emprego”.

O líder parlamentar do CDS, Mota Soares, pediu novamente a palavra para interpelar a mesa e questionar “se é verdade que ontem [em conferência de líderes] o BE mudou a sua opinião” de que “qualquer projecto [de outro partido] que suba a reboque [do agendamento de um partido] pode ser votado”.

Pela voz do seu homólogo bloquista, José Manuel Pureza, o BE disse que “nunca mudou a sua opinião sobre esta matéria” e que da parte do CDS “ou há ignorância ou uma inverdade”, salientando que a decisão para o debate de hoje partiu do presidente da Assembleia da República, visto a proposta dos centristas ainda estar em discussão pública, e que a sua bancada a “respeitou”.

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