Em declarações à margem de uma visita a uma empresa que atua nas áreas da construção civil, turismo e setor agroalimentar, o vice-presidente do grupo parlamentar do PS/Açores, Carlos Silva, indicou que o excesso de burocracia nos processos de candidaturas a apoios, e "em outra qualquer questão que dependa diretamente do Governo Regional" de coligação, foi uma das principais preocupações manifestadas.
A “falta de previsibilidade”, associada aos "atrasos nos pagamentos por parte do executivo, nomeadamente no que diz respeito a apoios e programas, criando dificuldades acrescidas à gestão das empresas", foi outro dos problemas apontados pelo deputado na sequência da visita, realizada no âmbito das jornadas parlamentares que os socialistas açorianos estão a realizar no concelho do Nordeste, na ilha de São Miguel.
Citado numa nota do PS/Açores, Carlos Silva destacou também os constrangimentos na contratação de mão-de-obra qualificada, sublinhando que esta realidade “põe em causa o desenvolvimento da atividade” e limita o crescimento das empresas locais.
Além disso, acrescenta o PS/Açores na nota, a situação é agravada pelo aumento dos custos de contexto, nomeadamente com combustíveis e transportes, agravando a pressão sobre o tecido empresarial.
“Os empresários estão a fazer a sua parte, que é desenvolver a sua atividade. Ao Governo compete cumprir a sua, nomeadamente pagar atempadamente e não ser um entrave ao desenvolvimento das empresas”, afirmou ainda Carlos Silva.
O deputado socialista insistiu que é “urgente reduzir o nível de burocracia a que as empresas estão sujeitas”, alertando que estes obstáculos administrativos “colocam em causa o dia-a-dia das empresas e atrasam o seu desenvolvimento”.
As jornadas parlamentares do PS/Açores decorrem até quarta-feira no concelho do Nordeste, com visitas e reuniões dedicadas aos principais desafios económicos, sociais e territoriais do concelho e da região.
