Na sequência dos dados divulgados Instituto Nacional de Estatística, o socialista refere que “estes números, apurados por entidades independentes, confirmam o descontrolo orçamental e o enorme desequilíbrio das contas públicas regionais”.
O INE revelou hoje que a necessidade de financiamento da Administração Pública dos Açores em 2025 foi de 299,9 milhões de euros, tendo a dívida bruta (consolidada) atingido os 3.797,8 milhões de euros.
O dirigente do maior partido da oposição sustentou que “a dívida aumenta, o défice agrava-se e os Açores continuam sem rumo, sem estratégia e sem resultados que justifiquem este descalabro”.
Segundo Carlos Silva, os açorianos “acumulam problemas no seu dia a dia”, havendo “atrasos nos pagamentos a empresas e instituições”.
“Enquanto no resto do país se registam excedentes e, no caso da Madeira, reduções nominais da dívida, os Açores continuam em contraciclo, presos a uma governação sem disciplina financeira e sem visão estratégica”, disse.
O secretário das Finanças do Governo dos Açores, Duarte Freitas, justificou hoje o agravamento da dívida e do défice em 2025 com os avales concedidos à SATA e a regularização de pagamentos no setor da saúde.
“O que faz agravar a situação na passagem das contas na perspetiva da contabilidade pública para contabilidade nacional são dois itens em especial. Tem a ver, naturalmente, com os avales da SATA, em 2025 houve um conjunto de avales da SATA no valor de 85 milhões de euros, e também o valor de regularização de pagamentos em saúde”, afirmou, em declarações à Lusa.
