Provedoria do Animal recebeu 127 denúncias de maus-tratos

A Provedoria Regional do Animal dos Açores recebeu 127 denúncias de más práticas contra animais entre um de janeiro e 30 de setembro deste ano, segundo os dados divulgados pela entidade no Dia Mundial do Animal, que se assinala hoje.



Das denúncias registadas através da linha SOS-Animais, 58% dizem respeito a situações de maus-tratos, 24% de abandono e 22% a outras situações em que o bem-estar animal foi colocado em causa.

Segundo a Provedoria, a ilha de São Miguel concentra a maioria das denúncias, com 75% dos casos; seguindo-se o Pico, com 23%; e a Terceira com 17%. Foram ainda registadas denúncias no Faial, Flores, Santa Maria e Graciosa. No Corvo não houve registo de qualquer denúncia.

Os animais de companhia representam 72% das ocorrências, enquanto os animais de produção correspondem a 21%. Há ainda registos de animais de caça, animais perigosos e outras situações.

Por espécies, os canídeos representam metade dos casos de maus-tratos, seguidos pelos felinos, com 25%. Os bovinos e equídeos representam, cada um, 9% das ocorrências.

Dagmar Weisz Sampaio, provedora regional do Animal, alerta que, apesar dos avanços na proteção animal e de haver mais sensibilização por parte da população, a verdade é que “ainda existe um longo caminho a percorrer, nos Açores do século XXI”

A provedora chama atenção para situações como o abandono de animais de companhia, a falta de identificação e registo, cães acorrentados ou sem condições, reprodução descontrolada e casos de animais de produção mantidos sem condições de bem-estar.

“Perante a realidade demonstrada, resta à provedora regional, não apenas no Dia Mundial do Animal, mas em todos os 365 ou 366 dias do ano apelar à responsabilidade individual e coletiva”, conclui a nota.

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Nos Açores, o Conselho Regional da Ordem dos Médicos Veterinários foi criado em 2004. Apesar da evolução registada ao longo destes anos, o exercício da profissão no arquipélago continua a apresentar desafios específicos.