Açoriano Oriental
Greve
Protesto fechou escolas e serviços públicos e contou com mais de 6 mil manifestantes

A greve dos funcionários públicos encerrou esta sexta feira mais de 1.500 escolas, centenas de serviços públicos e consultas hospitalares e trouxe às ruas de Lisboa mais de seis mil trabalhadores que quiseram manifestar o seu descontentamento ao Governo.

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Foto: MÁRIO CRUZ/LUSA
Autor: AO Online/ Lusa

Os trabalhadores da administração pública paralisaram por melhores salários e carreiras, totalizando adesões entre os 90%, na saúde e na educação, e os 60%, na justiça.

Segundo dados sindicais, mais de 1.500 escolas estiveram fechadas e em muitos hospitais nacionais não funcionaram as consultas externas ou áreas de diagnóstico, como as análises clínicas.

Nalguns hospitais, a greve levou ao cancelamento de cirurgias, porque os blocos operatórios só funcionaram em regime de serviços mínimos.

Nos bombeiros profissionais, a adesão ao protesto rondou 80% a 85%.

Esta é a primeira greve nacional da função pública desde que o atual Governo liderado por António Costa tomou posse, em outubro, e acontece a menos de uma semana da votação final global da proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), marcada para 06 de fevereiro.

Inicialmente tinha sido marcada, apenas pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, uma manifestação nacional de protesto contra os aumentos de 0,3% propostos pelo Governo.

Mas os sindicatos da UGT acabaram por avançar com pré-avisos de greve para esta data para pressionar o Governo a mudar a proposta.

Segundo estimativas da policia, participaram na manifestação nacional da função pública esta tarde entre seis e sete mil pessoas, que fizeram ouvir os seus protestos entre o Marquês de Pombal e São Bento, junto da residência oficial do primeiro ministro.

Durante o percurso, dirigentes do PCP e do Bloco de Esquerda abordaram os manifestantes para os saudar e criticaram os aumentos salariais proposto pelo Governo de António Costa.

O Governo apresentou uma proposta de aumentos salariais de 0,3% para a função pública e chegou a dar a negociação por encerrada, mas a responsável pela pasta, a ministra Alexandra Leitão, voltou, entretanto, a convocar as organizações sindicais para uma nova reunião, para 10 de fevereiro, após a votação do OE2020.

A anterior greve nacional da função pública, que também juntou as estruturas sindicais do setor da CGTP e da UGT realizou-se em 15 de fevereiro de 2019, contra a política salarial do executivo, e teve uma adesão superior a 80%, segundo os sindicatos.

Os funcionários públicos não têm aumentos salariais gerais desde 2009.

Em 2019 não houve atualização salarial geral, mas o Governo decidiu elevar a remuneração mínima do Estado de 600 euros (equivalente ao valor do salário mínimo nacional naquele ano) para 635,07 euros.



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