Açoriano Oriental
Proenergia recebeu 586 candidaturas para produção de energia renovável nos Açores em 2019

O programa de incentivos à produção de energia renovável nos Açores Proenergia recebeu no ano passado 586 candidaturas e 437 mil euros em apoios, tendo apoiado, maioritariamente, particulares e as bombas de calor sido o equipamento mais financiado.

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Foto: GaCS/SREAT
Autor: Lusa/AO Online

Os dados relativos ao sistema açoriano de incentivos à produção de energia a partir de fontes renováveis Proenergia do ano de 2019 foram apresentados, em Ponta Delgada, pela diretora regional da Energia, Andreia Carreiro.

Segundo a governante, ao dados mostram que, desde 2016, houve um aumento de 82% nas candidaturas, que corresponderam a 586 no ano passado.

Andreia Carreiro apontou ainda para um crescimento de 111% no montante subsidiado nos últimos três anos, afirmando que os apoios dados em 2019 totalizaram 437 mil euros, o que representou um acréscimo de 34% em relação a 2018.

Os particulares são quem mais se candidata aos apoios concedidos pelo Governo Regional, totalizando 539 pedidos, sendo que 38 candidaturas foram de empresas e as restantes nove de outras entidades, como Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

No entanto, a diretora regional apontou que existem outros programas de que as empresas beneficiam, como o Competir+.

Em 2019, o Proenergia apoiou um total de 662 equipamentos, 69% dos quais foram bombas de calor para produção de água quente, seguindo-se os recuperadores de calor, para apoio à produção de energia calorífica (24%), o sistema solar térmico, também para aquecimento de água (4%) e, por último, os recursos solares para apoio à produção de energia elétrica para autoconsumo (3%).

Também presente na sessão, a secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro, considerou que este programa “é mais uma forma de dar resposta aos objetivos” da política energética do executivo açoriano, “com enfoque na redução das emissões de gases com efeito de estufa”.

“É também com este contexto, que assistimos à evolução de redes elétricas tradicionais para redes elétricas inteligentes, onde o utilizador final passa a ser peça-chave para as abordagens de resposta dinâmica da procura, passando a ter a possibilidade de produzir, armazenar e consumir energia”, afirmou a responsável pela tutela.

A governante lembrou ainda que a Assembleia Legislativa dos Açores aprovou, ano passado, “uma profunda alteração deste programa, tornando-o mais abrangente”, que inclui medidas como “o alargamento do espetro dos equipamentos contemplados”, “a abrangência do armazenamento de energia elétrica” ou a “equiparação de todos os sistemas para a produção de águas quentes”.

O montante mínimo de investimento foi alterado de 1.000 para 500 euros, o apoio concedido às IPSS foi aumentado de 4.000 para 20.000 euros e foram criadas majorações para “projetos que se localizem em áreas distinguidas pelo seu património ambiental, como é o caso dos territórios pertencentes à Rede Mundial Reserva da Biosfera da UNESCO (ilhas do Corvo, Flores, Graciosa e São Jorge)”, afirmou.


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