Previsível forte adesão vai afectar os tribunais


 

Lusa / AO online   Nacional   20 de Nov de 2011, 12:06

O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) prevê uma “forte adesão” à greve geral de quinta-feira, superior aos “50 ou 60 por cento”, registados na paralisação de há um ano, e que vai afectar o funcionamento dos tribunais.

“Os motivos são os mesmos, acrescidos pela retirada dos subsídios de férias e de Natal”, disse Fernando Jorge à agência Lusa, referindo-se à greve geral realizada na mesma data (24 de novembro) de 2010.

Há um ano houve tribunais que funcionaram apenas com serviços mínimos, acrescentou.

O sindicalista reconhece, contudo, que os cortes nos vencimentos e as dificuldades financeiras que lhes criam poderão “inibir” trabalhadores dos tribunais de aderirem à paralisação, já que implica o corte de um dia de salário.

Quem não vai aderir à greve geral são os magistrados do Ministério Público, outra das classes da área da justiça, cujo sindicato deliberou, numa assembleia-geral realizada no passado dia 10, não se associar à paralisação.

Embora tenha aderido à greve geral de 2010, o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) considera que este ano já não se verifica o "ataque" do anterior Governo à justiça e aos estatutos da classe.

Contudo, vai recorrer aos tribunais para tentar conseguir que o Estado pague os subsídios de férias e Natal do próximo ano que o Governo já anunciou que irá retirar aos funcionários públicos e das empresas com capital estatal.

Também os juízes não vão aderir à greve geral, disse à Lusa o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP).

A questão nem foi colocada, disse António Martins, acrescentando que qualquer decisão sobre o assunto teria que ser debatida em assembleia-geral, questão que nem foi suscitada entre a classe.

Desta forma, o presidente da ASJP considera que a classe “não está legitimada” para aderir à paralisação.

Esta é a terceira greve geral em que a CGTP e UGT se juntam, mas apenas a segunda greve conjunta das duas centrais sindicais portuguesas já que em 1988 a CGTP decidiu avançar e a UGT, autonomamente, também marcou uma greve geral para o mesmo dia. A greve do próximo dia 24 foi marcada após o Governo ter anunciado novas medidas de austeridade, nomeadamente a suspensão dos subsídios de férias e de Natal na função pública, assim como o aumento do tempo de trabalho no setor privado.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.